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A lei que criou a reciprocidade foi aprovada em abril pelo Congresso. Tratou-se de uma resposta à guerra fiscal em escala global iniciada por Donald Trump ao sobretaxar centenas de países.
O encontro começou às 18 horas e foi longo. Os últimos participantes, a ministra Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Fernando Haddad (Fazenda) deixaram o Palácio da Alvorada perto das 22 horas.
Apesar dos preparativos para retaliação, o Planalto ressalta que prefere uma solução diplomática. Um grupo de trabalho foi formado e será coordenador pelo vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB). Ele antecipou a volta a Brasília para se reunir com Lula e tem papel importante porque acumula o posto de ministro do Desenvolvimento.
O cargo coloca Alckmin em contato com empresários. Soma-se a isso, o fato dele ter sido governador de São Paulo, estado mais afetado pelo tarifaço de Trump tendo exportado R$ 13,6 bilhões para os Estados Unidos ano passado.
Lula afirmou que os empresários serão ouvidos antes de o Brasil decidir que medidas adotar. Mas o comitê que discutirá o assunto com representantes do setor produtivo será criado ao longo da semana. Não há data para o primeiro encontro.
A reunião deste domingo ocorreu somente com integrantes do governo. Fernando Haddad chegou quando o encontro passava das duas horas de duração porque estava em São Paulo.
O ministro das Relações Exteriores não esteve presente. Mauro Vieira também está em viagem a Irlanda e enviou uma representante.
Brasil busca novos mercados
Além de responder aos Estados Unidos, o Brasil busca novos compradores para seus produtos. O ministro da Casa-Civil, Rui Costa, confirmou hoje esta iniciativa e citou como prioridade algumas commodities exportadas pelo país: café, carne e petróleo.
A busca por novos mercados já estava em andamento antes mesmo do tarifaço de Trump. Logo no começo do mandato, o presidente dos Estados Unidos deixou claro que iria sobretaxar mercadorias de vários países e iniciar uma batalha fiscal em escala global.
A Ásia é um dos principais alvos brasileiros para substituir os americanos. Lula viajou com uma comitiva de empresários para Japão e Vietnã em março. Houve confirmação de venda de aviões da Embraer e negociações para venda de carnes e etanol.

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