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O STF começa hoje a fazer audiências com as testemunhas de defesa e de acusação dos núcleo 2, 3 e 4 da ação penal sobre a tentativa de golpe de Estado para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.
O que aconteceu
Testemunhas serão ouvidas entre os dias 14 e 23 de julho no Supremo Tribunal Federal. As audiências começarão com as testemunhas de acusação e, depois, o tenente-coronel Mauro Cid, réu no núcleo 1, será ouvido como informante, em razão do acordo de delação premiada. Em seguida é a vez das testemunhas de defesa.
Três ex-ministros do governo Bolsonaro serão ouvidos no núcleo 2. Onyx Lorenzoni, que foi chefe da Casa Civil, é testemunha do ex-assessor internacional da Presidência Filipe Martins. Já Ciro Nogueira (PP) e Rogério Marinho (PL) foram arrolados pela defesa de Marcelo Câmara, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.
Ministro da Defesa do governo Lula e ex-vice de Bolsonaro serão ouvidos no núcleo 3. José Múcio foi incluído no rol das testemunhas do réu tenente-coronel Rafael Martins. Já o senador Hamilton Mourão (Republicanos) foi citado pela defesa do general Estevam Theophilo.
No núcleo 4, estão o ministro do TCU, Jorge Oliveira, e o presidente do PL, Valdemar Costa Neto. Carlos Bolsonaro (PL-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filhos do ex-presidente, haviam sido incluídos na lista de testemunhas, mas no início do mês, o ministro Alexandre de Moraes cancelou os depoimentos de ambos.
Núcleo 2
O chamado “núcleo gerencial” da trama golpista é composto por seis pessoas:
- Fernando de Sousa Oliveira e Marília Alencar, delegados da PF que integravam a Secretaria da Segurança do DF em 8 de janeiro de 2023;
- Silvinei Vasques, ex-diretor-geral da PRF;
- Filipe Martins; o ex-assessor internacional da Presidência
- Mario Fernandes, general da reserva
- Marcelo Câmara, ex-ajudante de ordens
Núcleo 3
Esse núcleo é suspeito de planejar o assassinato do presidente Lula (PT), do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e de Moraes. Fazem parte dele:
- Nilton Diniz Rodrigues, general;
- Bernardo Romão Correa Netto, Fabrício Moreira de Bastos e Márcio Nunes de Resende Júnior, coronéis;
- Cleverson Ney Magalhães, Rafael Martins de Oliveira, Rodrigo Bezerra de Azevedo, Ronald Ferreira e Sérgio Ricardo Cavaliere, tenentes-coronéis;
- Wladimir Matos Soares, policial federal.
Núcleo 4
O núcleo 4 é acusado de propagar notícias falsas e fazer ataques virtuais a instituições e autoridades dentro da estratégia golpista. Fazem parte do grupo:
- Ailton Gonçalves Moraes Barros e Ângelo Martins Denicoli, majores da reserva;
- Giancarlo Gomes Rodrigues, subtenente;
- Guilherme Marques de Almeida, tenente-coronel;
- Reginaldo Vieira de Abreu, coronel;
- Marcelo Araújo Bormevet, policial federal;
- Carlos Cesar Moretzsohn Rocha, presidente do Instituto Voto Legal.

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