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O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), afirmou hoje que se o governador de São Paulo e aliado político Tarcísio de Freitas (Republicanos) o convocasse para disputar o governo, “não teria como negar”.
O que aconteceu
Nunes disse que pretende concluir os quatro anos de mandato à frente da prefeitura. “Meu desejo é concluir os quatro anos de mandato”, afirmou em entrevista à Globo News. Mas caso fosse convocado pelo governador, não negaria. “Acho que ele não vai fazer isso, mas o que o Tarcísio me pedir eu não tenho como negar”, afirmou.
Prefeito disse que tem uma relação de amizade com o governador de São Paulo. “Ele tem sido um grande parceiro, tenho conseguido fazer muita coisa por conta [dele]”, disse Nunes ao citar ações na região da cracolândia, no centro da cidade, e programas de habitação no município.
Nunes comentou o desgaste sofrido por Tarcísio após o anúncio de tarifaço por parte do presidente dos EUA, Donald Trump. “O governador, o prefeito, o presidente têm obrigação de defender os interesses das pessoas que representamos”, disse. “São Paulo, de tudo o que é exportado para os EUA, 19% representa vendas para os EUA”, afirmou. “Tarcísio tem que representar os interesses de São Paulo.”
Nunes disse que se posiciona contra o tarifaço. “Qualquer tipo de tarifa a gente tem que ser contra, obviamente. A gente defende isso, um mercado onde as pessoas possam ter competitividade. Pode ser o Trump, pode ser a UE [União Europeia] que for colocar alguma taxa sobre os produtos brasileiros, em especial os de São Paulo, a gente vai ser contra.”
Apoio a Bolsonaro e MDB no governo Lula
Nunes manifestou apoio ao aliado político e ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). “A melhor decisão, opinião pessoal minha, não é porque ele me apoiou, porque o PL está na minha base, mas pelo que sinto como democrata, é que deveria ele disputar eleições e a população definir”, disse o prefeito. “Me parece que tirar alguém do cenário eleitoral onde a população vai ter o exercício pleno da democracia, que é a escolha, me parece que não é a melhor opção.” Bolsonaro está inelegível até 2030.
O prefeito disse que não se incomoda de o MDB ser parte do governo Lula. Mas, segundo ele, haverá “um momento que vai ser impossível o MDB ir com o Lula”. Nunes citou a importância da responsabilidade fiscal, um caminho que, segundo ele, não é assumido pelo governo federal, “que segue com o IOF e impostos”.

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