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Com o ministro Alexandre de Moraes de férias, um juiz auxiliar conduz os depoimentos das testemunhas no processo de tentativa de golpe de Estado que corre no STF (Supremo Tribunal Federal).
O que aconteceu
Sem Moraes, ritmo dos depoimentos se arrasta. Os advogados aproveitaram a ausência do ministro para tumultuar os depoimentos, fazendo perguntas repetidas e não relacionadas diretamente com a atuação das testemunhas.
Juiz de SP conduz audiências. Rafael Henrique Janela Tamai Rocha, do TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo), auxiliar do gabinete de Moraes está no comando do processo.
Procurador-geral também não participou dos depoimentos. Paulo Gonet se ausentou da sessão. Outro representante da PGR (Procuradoria-Geral da República) interrogou as testemunhas. Estão presentes Joaquim Cabral da Costa Neto e Gabriela Starling Jorge Vieira de Mello, ambos procuradores da República.
Audiências continuam no recesso do Judiciário, em julho. As testemunhas do processo sobre tentativa de golpe de Estado seguem prestando depoimento ao STF entre os dias 14 a 23 de julho.
Réu preso acelerou prazos no STF. O Código de Processo Penal e a jurisprudência do Supremo definem que ações penais com réus presos não são paralisadas nas férias —é o caso do processo do golpe, com o ex-ministro Walter Braga Netto detido no Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro.
STF quer julgar trama golpista em setembro. A expectativa é que o caso seja resolvido pela Suprema Corte ainda em 2025.
Testemunhas dos núcleos 2, 3 e 4 são ouvidas
Núcleos 2, 3 e 4 da ação penal da trama golpista são o foco em julho. As testemunhas de defesa e de acusação dos sobre a tentativa de golpe de Estado respondem a perguntas sobre ações para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.
Ex-coordenador de inteligência da Polícia Rodoviária Federal foi o primeiro a ser ouvido. Adiel Pereira Alcântara reforçou o que disse ao depor como testemunha do núcleo 1 da trama golpista: que houve ações para impedir a locomoção de eleitores no pleito de 2022.
Ele repetiu diversas vezes que não participava do planejamento das diretorias de inteligência da PRF. Mas reforçou que integrou um gabinete de crise relacionado ao transporte de eleitores.
Alcântara repetiu que a PRF fez uma operação batizada de “trânsito seguro”. Ele reafirmou que a a corporação fez ações de policiamento direcionado para barrar o trânsito de eleitores petistas durante o segundo turno das eleições de 2022. As informações já tinham sido dadas em depoimento anterior de Adiel.
Jair Bolsonaro é réu em outra parte do processo, que foi “fatiado” para facilitar a análise do caso. O ex-presidente integra o “núcleo 1” da denúncia, que já está na etapa das alegações finais.
Clebson Ferreira de Paula Vieira também confirmou que a PRF foi orientada a atuar mais nas cidades onde Lula tinha maior intenção de votos. Ele ocupava o cargo de analista de inteligência da Coordenação-Geral de Inteligência do Ministério da Justiça.
PRF é subordinada ao MJ. Clebson disse que o foco principal da PRF eram os locais onde o petista tinha mais de 75% dos eleitores.

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