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Segundo o prefeito, a gestão anterior descontava os valores das folhas dos servidores, mas não repassava os recursos aos bancos.
“Qual dos vereadores aqui defende o servidor público? Onde estava essa justiça quando saquearam o salário do servidor? O dinheiro foi descontado, a Prefeitura ficou com ele e não repassou ao banco. Isso é apropriação. E agora, quem vai pagar os juros? Quem arca com o prejuízo ao erário?”, questionou o prefeito durante apresentação dos dados com o fim de decreto de calamidade financeira.
Abilio também destacou que os R$ 50 milhões da dívida consignada, se renegociados, ainda acumularão juros, e que o custo total disso cairá sobre os cofres da atual gestão.
“É uma bomba-relógio deixada por quem governou sem responsabilidade e com o aval silencioso de muitos aqui nesta Casa”, disparou.
Outros dados
O relatório aponta ainda que a dívida total de curto prazo recebida pela atual gestão ultrapassa R$ 2,4 bilhões, incluindo R$ 775 milhões em precatórios, cujo pagamento anual exigirá cerca de R$ 153 milhões. A Lei Orçamentária de 2025, no entanto, previa apenas R$ 24 milhões para esse fim.
“O que faremos com os outros R$ 120 milhões? A conta não fecha. É mais uma herança de uma gestão que perdeu o controle das contas públicas e não teve planejamento”, criticou.
Abilio também citou o custo real do transporte coletivo, estimado em R$ 11,60 por passagem, com subsídio da Prefeitura para garantir a tarifa pública de R$ 4,95.
“Cada gratuidade concedida custa integralmente ao município. Só esse subsídio representa um impacto de R$ 210 milhões por ano”, alertou.
O prefeito finalizou lembrando que, ao contrário de seu antecessor, que assumiu a gestão com R$ 113 milhões em caixa, ele herdou um saldo negativo de R$ 1,15 bilhão.

Abilio cobra vereadores e denuncia rombo de R$ 50 milhões em consignados: ‘onde estavam quando saquearam o servidor?’
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), expôs nesta segunda-feira (14) à Câmara Municipal a grave situação financeira herdada da administração Emanuel Pinheiro (MDB), especialmente em relação à dívida com empréstimos consignados não repassados aos bancos, e cobrou responsabilidade dos vereadores que, segundo ele, foram coniventes com o cenário de descontrole.
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