Eduardo Bolsonaro volta a Washington para pedir novas punições ao Brasil

A coluna apurou que Eduardo, acompanhado do comentarista político Paulo Figueiredo, será recebido no Departamento de Estado. Há também a expectativa de uma agenda na Casa Branca. A viagem à capital americana deve durar dois dias.

Na noite desta segunda-feira, poucas horas antes da chegada de Eduardo na capital americana, outro oficial do departamento de estado voltou a postar mensagem acusando Moraes e Lula de maus tratos a Bolsonaro. “Vamos acompanhar atentantamente”, postou Darren Beattie, subsecretário de Diplomacia publica do Hemisfério Ocidental.

Na sede da diplomacia americana, Eduardo tem uma reunião agendada com Ricardo Pita, conselheiro-sênior do Escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental do Departamento de Estado.

Pita, que no primeiro semestre chegou a visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro em Brasília, em um episódio que gerou mal-estar no governo brasileiro, é um dos principais artífices da defesa de sanções da Lei Global Magnitsky contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no governo Trump. Moraes é o juiz relator do caso em que Bolsonaro é réu. Entre outros crimes, o ex-presidente responde judicialmente por tentativa de abolição violenta do Estado democrático de Direito, o que ele nega. De origem venezuelana, Pita é reconhecido no órgão como o responsável por projetar as sanções aplicadas contra a ex-presidente argentina Cristina Kirchner, no primeiro semestre.

Ontem, Eduardo Bolsonaro voltou a pedir publicamente que Trump e o secretário de Estado, Marco Rubio, imponham sanções financeiras a Alexandre de Moraes. Este é certamente um dos pontos centrais da nova agenda em Washington, mas não só. Eduardo deve acrescentar entre seus alvos delegados da Polícia Federal envolvidos na investigação sobre a tentativa de golpe de bolsonaristas e outros ministros do Supremo.

Nos últimos dias, políticos como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, alteraram o tom inicial positivo sobre o tarifaço —e o racha na direita brasileira foi escancarado. São Paulo tem um grande eleitorado bolsonarista e será o Estado mais afetado pelas taxas impostas por Trump.

Tarcísio chegou a pedir reunião em Brasília com o encarregado de negócios da embaixada dos EUA no Brasil, Gabriel Escobar, para tentar negociar algum alívio nas taxas. Escobar irá a São Paulo amanhã se encontrar com Tarcísio e empresários paulistas afetados pela medida. À Folha de S.Paulo Eduardo chamou a articulação de Tarcísio de um “desrespeito” com “o filho do presidente”, em referência ao seu esforço por punições ao Brasil nos EUA. A estratégia de Tarcísio junto aos americanos não está sendo coordenada com Eduardo ou Figueiredo. A coluna tentou falar com Eduardo, mas ele não atendeu às ligações.

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