Preços do etanol caem e os do açúcar se estabilizam no mercado brasileiro

A demanda desaquecida no início de julho pressionou as cotações do etanol na última semana, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Já o açúcar conseguiu manter uma estabilidade nos preços.

O ritmo de negócios envolvendo o etanol hidratado se manteve lento no mercado spot do Estado de São Paulo ao longo da semana passada. O volume total de hidratado comercializado e captado pelo Cepea entre 7 e 11 de julho ficou praticamente igual ao da semana anterior, quando a quantidade comercializada foi a menor da safra atual (2025/26).

De acordo com pesquisadores do Cepea, compradores seguem com baixo interesse de fechar novas aquisições, indicando já ter realizado aquisições anteriormente. O período de férias escolares é outro fator que reforça a diminuição na demanda, à medida que reduz a circulação de veículos.

Do lado da oferta, alguns vendedores consultados pelo Cepea cederam nos valores de venda, enquanto outros optaram por se afastar do mercado. Diante disso, os preços caíram com um pouco mais de força.

De 7 a 11 de julho, o indicador Cepea/Esalq do etanol hidratado fechou em R$ 2,5521 o litro (líquido de ICMS e PIS/Cofins), queda de 2,05% em relação ao da semana anterior. Já o etanol anidro fechou a R$ 2,9598 o litro, recuo de 1,33% no mesmo comparativo.

Apesar de a demanda por açúcar cristal branco se manter desaquecida no mercado spot do Estado de São Paulo, os valores do adoçante se estabilizaram nos últimos dias. O indicador Cepea/Esalq vem operando em torno de R$ 116 a saca de 50 quilos.

Segundo pesquisadores do Cepea, esse comportamento se deve à postura mais firme dos agentes das usinas em relação aos preços pedidos e também à reação nos valores externos do açúcar. No mercado internacional, as cotações do açúcar demerara subiram na semana passada, impulsionadas pela valorização do petróleo. Além disso, dados indicando queda na produção na região Centro-Sul do Brasil – um dos principais polos canavieiros do mundo – também reforçaram o movimento de valorização externa.

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