Resumo
Eduardo Bolsonaro questionou o pedido da PGR de condenação para Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado e outros crimes, em manifestação enviada ao STF.
O deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) fez uma publicação nas redes sociais na manhã desta terça-feira, 15, comentando as alegações finais da Procuradoria-Geral da República (PGR) que pede a condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), no processo que investiga a tentativa de golpe de Estado.
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“PGR Gonet pede até 43 anos de prisão de Jair Bolsonaro. A quem interessa tudo isso?”, diz um trecho do post. Veja:
PGR Gonet pede até 43 anos de prisão de @jairbolsonaro por:
-Tentativa de golpe
-Abolição violenta do Estado democrático de direito
-Organização criminosa armada
-Dano qualificado
-Deterioração de patrimônio tombado
A quem interessa tudo isso?
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) July 15, 2025
Alegações finais da PGR
Em uma manifestação de 517 páginas, a PGR pediu, na segunda-feira, 14, a condenação de Bolsonaro e de seus ex-ministros e militares que, segundo a acusação, integraram o ‘núcleo crucial’ do plano de golpe de Estado.
No documento, denonimado de alegações finais, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, apontou Bolsonaro como líder da organização criminosa e afirmou que o ex-presidente é o “principal articulador, maior beneficiário e autor dos mais graves atos executórios voltados à ruptura do Estado Democrático de Direito.”
As alegações finais são a última oportunidade para acusação e defesa se manifestarem sobre as provas e as teses levantadas ao longo da ação penal. Agora, caberá à defesa dos oito réus apresentar seus fundamentos aos cinco ministros da Primeira Turma. Na fase de instrução do processo todos negaram ligação com a trama. O documento da PGR foi entregue à 1ª Turma do Supremo Tribunal Federal.
Os crimes atribuídos a Bolsonaro e a seus aliados são:
- tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito (pena de 4 a 8 anos);
- golpe de estado (pena de 4 a 12 anos);
- organização criminosa armada (pena de 3 a 8 anos que pode ser aumentada para 17 anos com agravantes citados na denúncia);
- dano qualificado pela violência e grave ameaça, contra o patrimônio da União, e com considerável prejuízo para a vítima (pena de 6 meses a 3 anos);
- deterioração de patrimônio tombado (pena de 1 a 3 anos).
Durante o interrogatório no STF, Bolsonaro negou a denúncia de liderar o golpe de Estado. O Terra entrou em contato com a defesa do ex-presidente sobre as alegações finais da PGR e aguarda retorno.
(*Com informações do Estadão Conteúdo)

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