Valdemar diz no STF que foi pressionado por deputados do PL a atacar urnas

Em 2022, o PL apresentou relatórios de uma empresa contestando a regularidade da urna eletrônica. O partido contratou o IVL (Instituto Voto Legal), que fez um dossiê afirmando que eventuais falhas do sistema eletrônico de votação poderiam abrir brechas para invasão interna ou externa, “com grave impacto nos resultados das eleições” de outubro daquele ano.

Valdemar disse que os deputados do PL o pressionaram para tornar público esses questionamentos. “A divulgação foi feita por pressão dos deputados que queriam que eu divulgasse a dúvida que nós tínhamos”, afirmou.

Testemunhas dos núcleos 2, 3 e 4 são ouvidas

Núcleos 2, 3 e 4 da ação penal da trama golpista são o foco em julho. As testemunhas de defesa e de acusação dos sobre a tentativa de golpe de Estado respondem a perguntas sobre ações para manter o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no poder.

Bolsonaro é réu em outra parte do processo. O ex-presidente integra o “núcleo 1” da denúncia, que já está na etapa das alegações finais.

Oitivas estão agendadas para os dias 14 a 23 de julho. Como delator do esquema, Mauro Cid forneceu informações sobre os diferentes grupos da trama golpista. Testemunhas da acusação prestaram depoimento na manhã de ontem.

Advogados não têm obrigação de fazer perguntas. As equipes de defesa devem restringir o foco nos casos relacionados aos clientes.

Réu preso acelerou prazos no STF. O Código de Processo Penal e a jurisprudência do Supremo definem que ações penais com réus presos não são paralisadas nas férias —é o caso do processo do golpe, com o ex-ministro Walter Braga Netto detido no Comando Militar do Leste, no Rio de Janeiro.

STF quer julgar trama golpista em setembro. A expectativa é que o caso seja resolvido pela Suprema Corte ainda em 2025.

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