Um jovem, de 24 anos, investigado pelos crimes virtuais de perseguição e produção de imagens de exploração sexual infantil, contra uma adolescente de 14 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Mato Grosso.
O homem foi o principal alvo da Operação Deep Fake, deflagrada em fevereiro deste ano, em Confresa, a 1160 km de Cuiabá.

Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos materiais que comprovaram a autoria das imagens usadas para constranger e expor a adolescente.
As investigações tiveram início após a denúncia da mãe da vítima, que procurou a polícia quando o companheiro recebeu mensagens de cunho sexual via WhatsApp, enviadas pelo suspeito, que afirmava se tratar da filha dela.
A ideia do investigado era expor a adolescente, por não conseguir “ficar” com ela. A partir da negativa, ele passou a utilizar uma Inteligência Artificial (IA) para fazer a “montagem pornográfica”.
O suspeito, além de enviar mensagens difamatórias e ofensivas, também monitorava os deslocamentos da adolescente para tentar se aproximar dela.
“Todo ato criminoso cometido em ambiente virtual será rigorosamente apurado, especialmente aqueles que envolvam crianças e adolescentes, cuja proteção é prioridade absoluta da atuação policial”, ressaltou o delegado de Confresa, Mauro Arruda de Moura Apoitia.