Maierovitch: Gonet filtra delação e mostra papel menor de Mauro Cid

Paulo Gonet, procurador-geral da República, fez uma leitura adequada da delação premiada de Mauro Cid em suas alegações finais sobre a tentativa de golpe de Estado, avaliou o jurista e colunista Wálter Maierovitch na edição de hoje do UOL News.

Ontem, a PGR entregou ao STF as alegações finais sobre o caso. O órgão pediu que a pena do tenente-coronel seja reduzida em apenas um terço por conta das “omissões e resistência” do delator.

Na sua manifestação, a PGR deixou claros alguns pontos muito interessantes. De começo, levantaria o que o procurador considerou da delação premiada. A defesa insistiu e bateu muito nisso para tentar invalidá-la e derrubá-la.

Gonet fez uma análise muito boa da delação. Primeiro, ele pegou tudo aquilo que ela havia confirmado por meio de outras provas. Gonet a filtrou e aproveitou aquilo que estava amarrado com outras provas. Ele passou a criticar Mauro Cid pelo escapismo e pela tentativa de manobra.

Gonet pediu um benefício de acordo com a proporcionalidade e com aquilo no qual ele efetivamente colaborou. O procurador tirou o foco. A delação não foi o principal, mas sim outras provas técnicas, apreensões, relatos do general que comandava o Exército e daquele que comandava a Aeronáutica…

Esse filtro foi importante para mostrar um papel de menor com relação ao Mauro Cid. Wálter Maierovitch, colunista do UOL

Para Maierovitch, Gonet acertou ao pedir uma pena proporcional a Cid por conta das dificuldades colocadas pelo ex-ajudante de ordens de Bolsonaro em sua delação premiada.

Com todo o acerto, o procurador estabelece que o benefício teria que ser proporcional e sugere só um terço do abatimento das penas. Isso afasta qualquer possibilidade de concordar com o perdão judicial. Também não concorda com a conversão da pena privativa de liberdade, que vai ocorrer, com restritiva de direitos, ou seja, sem cadeia. Wálter Maierovitch, colunista do UOL

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