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O Pix é uma infraestrutura digital considerada conquista nacional, reconhecida por modernizar e democratizar os pagamentos. Por trás dela, também está nossa soberania. Atacar esse sistema, portanto, não é apenas questionar uma política pública que ajuda na inclusão financeira, mas negar a autonomia do Brasil para implementar as suas próprias inovações.
Mesmo que os EUA aleguem que o Banco Central criou problemas para outras plataformas de pagamentos norte-americanas com o Pix, no final do dia, isso vai ser percebido pela população como uma tentativa de manter Brasil como mero apêndice do sistema financeiro e não como protagonista do seu próprio desenvolvimento.
Ao questionar o Pix em meio ao tarifaço de 50% sobre os produtos brasileiros, os EUA reforçam que sua ação é ideológica, não técnica. Sob os olhos dos brasileiros, vai continuar parecendo que tudo é para ajudar o Jair a ficar longe da cadeia.
Quando o governo Lula anunciou que fiscalizaria grandes transações via Pix para evitar sonegação, o bolsonarismo usou o medo infundado de os brasileiros perderem um instrumento que se tornou valioso para o seu dia a dia a fim de impor uma derrota acachapante ao presidente.
Agora, uma ação do governo dos EUA contra o Pix logo após o deputado federal Eduardo Bolsonaro ter anunciado que iria a Washington pedir mais sanções contra o Brasil entregará ao petista mais munição para mostrar que seus adversários políticos vendem o Brasil para os gringos para se safar.

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