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Para felicidade de Lula, a recuperação de imagem foi maior entre os eleitores do Sudeste, da classe média, com maior escolaridade. Um sinal de que a boa receptividade da resposta do governo à crise ultrapassou as fronteiras da bolha petista, atingindo as franjas de um eleitorado de centro que, embora minoritário, tende a ser vital na definição da sucessão de 2026.
Ao impor derrotas ao governo no Congresso, o centrão ativou nas fornalhas publicitárias da Secom o slogan “pobres contra ricos”. A parceria do bolsonarismo com Trump forneceu a lenha que permite a Lula avançar sem sair do lugar. Apenas enrolando-se na bandeira do patriotismo, Lula arrastou o apoio de 53% do eleitorado à ideia de impor a reciprocidade a Trump. Com os inimigos que tem, Lula vai acabar dispensando os aliados.

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