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A decisão foi debatida com vereadores durante uma reunião realizada na noite de quarta-feira (16).
O montante, segundo o prefeito, diz respeito apenas ao pagamento de 2025, que será feito com recursos próprios da prefeitura. A medida foi adotada após a Câmara Municipal não aprovar o projeto de lei enviado pela gestão, que pretendia transformar os 15 dias de julho em simples recesso, sem remuneração adicional.
“Agora, a parte deste ano, o valor deste ano, que vai dar um impacto de aproximadamente R$ 4 milhões neste ano só para os professores, que é o que determina a lei, não é para toda a rede de ensino, nós vamos ter que arrancar da reforma das escolas”, afirmou.
De acordo com ele, o recurso será retirado da verba destinada à melhoria da estrutura física das unidades escolares, que, segundo o próprio prefeito, “estão há bastante tempo precisando dessas manutenções”.
“Os vereadores não vão fazer alteração na lei. A gente vai ter que remover em torno de R$ 4 milhões de valores que seriam aplicados em manutenção e reforma para poder fazer pagamento de folha”, completou.
Durante a reunião com os parlamentares, também foi discutida a situação do passivo acumulado desde 2020, referente à mesma gratificação, que, de acordo com Abilio, pode ultrapassar R$ 30 milhões. O prefeito disse que, por enquanto, não há condições de quitar esse débito, mas que um projeto de parcelamento será encaminhado à Câmara para ser debatido.
“O passado, 2020 a 2024, a gente vai ter que encaminhar para a Câmara um projeto para parcelar e jogar lá para frente. Não tem como pagar agora. Não foi pago na gestão anterior, a gente não tem condições de fazer esse pagamento agora”, explicou. “Vai dar uma dívida que vai impactar financeiramente, e nós não estamos no momento de fazer essa despesa agora”, acrescentou.
Ainda segundo o prefeito, uma das alternativas em estudo para reduzir o impacto financeiro seria reconhecer a dívida apenas com os servidores efetivos da Educação, o que poderia diminuir o passivo para cerca de R$ 12 a R$ 13 milhões.

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