A Polícia Civil deflagrou nesta quinta-feira (17), a operação Verdades Secretas, para apurar uma rede de crimes sexuais, supostamente liderada pelo ex-vereador e médico de Canarana, a 838 km de Cuiabá, Thiago Bitencourt Lanhes Barbosa, que era do Partido Liberal (PL).

O foco da ação foi o cumprimento de 16 ordens judiciais, entre mandados de busca e apreensão e quebra de sigilo de informações trocadas por meios digitais.
A nova operação da polícia é resultado do avanço nas investigações contra Thiago Bitencourt, que foi indiciado por inúmeros abusos sexuais contra crianças e adolescentes. O ex-vereador está preso preventivamente.
A operação
As ações de investigação foram cumpridas simultaneamente nos municípios de Canarana, Água Boa, Querência, Gaúcha do Norte, Rondonópolis, Várzea Grande e Sorriso, além de um mandado executado na cidade de Recife (PE).
Entre os alvos da operação estão sete mulheres e um homem ligadas a Thiago Bitencourt. Conforme a polícia, as mulheres mantinham vínculos próximos com o médico, sem aparente conhecimento das relações paralelas entre si.
Já o homem é suspeito de envolvimento direto na produção, armazenamento e possível compartilhamento de material pornográfico envolvendo crianças e adolescentes.
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A investigação revelou um padrão de atuação recorrente do investigado, que buscava se aproximar de mulheres com filhas ou com acesso direto às crianças.
Há evidências de que algumas dessas mulheres tenham colaborado, ainda que indiretamente, com os abusos investigados.

Apreensões
Durante as buscas realizadas nesta etapa da operação foram apreendidos celulares, computadores e outros dispositivos eletrônicos. O conteúdo desses materiais será periciado, podendo contribuir para a identificação de novas vítimas e de eventuais novos autores ainda não detectados pelas investigações.
Aborto sob orientação do médico suspeito
Durante a operação, foi apurado que uma das suspeitas teria praticado um aborto sob orientação do médico investigado. A criança não seria filha do médico, mas o procedimento teria sido realizado sob sua orientação, o que agrava ainda mais a rede de manipulação e abuso psicológico envolvidos neste caso.
Além disso, novas vítimas de abuso sexual infantil foram identificadas ao longo da operação, o que reforça a gravidade dos crimes cometidos e a importância de continuar as investigações para garantir que todas as vítimas sejam identificadas e recebam a devida proteção.
O Primeira Página tenta localizar a defesa da vítima.
O caso
Tudo começou quando Thiago Bitencourt foi preso no dia 31 de maio suspeito de aproveitar do cargo e da posição que ocupada no município para cometer os abusos. De acordo com o delegado Flávio Leonardo, o investigado praticava os crimes em uma unidade pública de saúde da cidade.
A partir da prisão, a polícia seguiu com as investigações identificando novas vítimas e descobrindo a possível rede liderada pelo vereador médico.
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