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Apesar de estar inelegível por força de condenação do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Bolsonaro ainda espera reverter essa situação ou então lançar um sucessor direto, como a ex-primeira dama Michelle Bolsonaro, ou um dos filhos. Em caso de vitória, o desejo de Bolsonaro é ter o apoio de mais de dois terços do Senado Federal para fazer andar reformas políticas e judiciárias que não conseguiu emplacar na gestão de 2019 a 2022.
Com isso, uma aliança com o grupo do governador Mauro Mendes (União) e do vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) ganha força, apesar da dificuldade em acomodar as lideranças de todos os partidos envolvidos. O foco é eleger dois senadores alinhados ao bolsonarismo em Mato Grosso.
As vagas em jogo
Ao todo, estão em aberto três vagas de “cabeça” de majoritárias em 2026: duas vagas ao Senado e ao governo do Estado. Com destaque eleitoral também há a vaga de candidato a vice-governador, totalizando quatro “espaços de maior expressão” para acomodar as lideranças.
Muito embora, ainda existem duas suplências para cada candidato ao Senado, mas estes são considerados “espaços de menor expressão”, reservados, normalmente, a lideranças fora de cargos eletivos ou sem experiência eleitoral.
Os nomes para as vagas
Somente no PL, são pré-candidatos majoritários o deputado federal José Medeiros, nome cotado ao Senado Federal, Fagundes e Balbinotti ao governo. O União Brasil conta com o governador Mauro Mendes , cotado ao Senado, o senador Jayme Campos , cotado ao governo do Estado, e o deputado federal Fábio Garcia, cotado para vice-governador.
O Republicanos conta com o vice-governador Otaviano Pivetta, cotado ao governo do Estado. E, caso se concretize de Mauro Mendes ser candidato ao Senado, Pivetta será o governador em exercício, indo à reeleição, com a força da máquina estadual a favor, em caso similar ao de Silval Barbosa em 2010, quando ele era governador após Blairo Maggi ter deixado o cargo para se lançar ao Senado.
Recuo Estratégico
Nesse cenário, a tendência é que Wellington Fagundes tenha de recuar do projeto de governo do Estado pelo PL, com a promessa de assumir cargo estratégico em uma futura gestão presidencial. Já o senador Jayme Campos possui convites para disputar o governo do Estado em outros espaços.
Odílio por sua vez vai trabalhar para viabilizar candidatura sem depender do apoio de Otaviano Pivetta. Por sua vez, o atual vice-governador tentará se consolidar como candidato bolsonarista. Tudo isso, no entanto, vai depender de composição e arranjos para 2026.
Corre por fora
Enquanto isso, o presidente do conselho da Rota do Oeste, o ex-senador Cidinho Santos (PP), também é cotado para uma disputa majoritária com apoio de um grupo de empresários bolsonaristas. Ele só entraria em campo, no entanto, caso algum dos outros candidatos não consiga viabilizar candidatura.

Sob orientação de Bolsonaro, PL deve trabalhar por composição ampla em Mato Grosso
Apesar de trabalhar dois nomes para o governo do Estado em 2026 – o do senador Wellington Fagundes e o do empresário do agronegócio Odílio Balbinotti -, o Partido Liberal (PL) deve priorizar uma composição que garanta palanque forte para presidência da República e força na disputa ao Senado. Essa é a orientação direta do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), conforme apurado pelo Olhar Direto em Brasília.
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