CRM instaura sindicância para investigar morte de estudante após plástica em Cuiabá

O Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) abriu, de ofício, uma sindicância para apurar as circunstâncias que envolveram a morte da estudante de medicina Ana Carolina Aguiar de Lima, de 20 anos.

O objetivo é analisar possíveis irregularidades ou falhas no procedimento cirúrgico realizado em 4 de julho, que resultou em complicações fatais no último dia 15, em Cuiabá.

Ana Carolina Aguiar Lima, de 20 anos, teve a morte confirmada nessa terça-feira (15). (Foto: Reprodução)
Ana Carolina Aguiar Lima, de 20 anos, teve a morte confirmada nessa terça-feira (15). (Foto: Reprodução)

O processo corre em sigilo, conforme determina o Código de Ética Médica.

A jovem foi submetida a uma mamoplastia redutora com colocação de prótese, combinada com lipoaspiração e lipoenxertia. A cirurgia foi realizada no Hospital e Maternidade Santa Helena no último dia 4.

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Logo após o termino da cirurgia, ainda na sala de repouso do centro cirúrgico, Ana Carolina sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi rapidamente transferida para a UTI, sendo encaminhada posteriormente ao Hospital Santa Rosa, onde permaneceu internada por 11 dias até o óbito

Durante esse período, familiares e amigos mobilizaram campanhas de doação de sangue e realizaram vigílias de oração na tentativa de apoiar a recuperação da estudante.

O Hospital Santa Helena, onde foi realizado o procedimento, emitiu nota expressando “profundo pesar” e afirmou que prestou todos os cuidados necessários, incluindo cuidados intensivos, e segue investigando internamente o ocorrido.

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A estudante passou por três procedimentos e teve uma parada cardiorrespiratória logo após sair do centro cirúrgico. (Foto: reprodução)

Com a instauração da sindicância, o CRM-MT agora analisará registros médicos, prontuários e eventuais falhas no protocolo adotado, com objetivo de esclarecer se houve negligência, imprudência ou imperícia por parte dos profissionais envolvidos.

De acordo com o conselho, o processo seguirá em sigilo, mas pode resultar em penalidades disciplinares se forem constatadas condutas inadequadas segundo o Código de Ética Médica.

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