Moraes diz que Bolsonaro está atuando em conjunto com Eduardo 'nos atentados à soberania nacional'


Resumo
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, determinou medidas restritivas contra Jair Bolsonaro após apontar que ele e Eduardo Bolsonaro atuaram juntos em ações que atentam contra a soberania nacional, incluindo interferência judicial e apoio a sanções econômicas impostas pelos EUA.




PF cumpre mandados contra Jair Bolsonaro por ordem do STF:

A decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com medidas restritivas contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), considera que ele e o deputado licenciado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), seu filho, estariam “atuando em conjunto” “nos atentados à Soberania Nacional”. 

O documento fala diretamente da tarifa de 50% anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, sobre produtos brasileiros, que foi celebrada por Eduardo nas redes




Jair Bolsonaro, enquanto ainda era presidente, acompanhado do filho, Eduardo
Jair Bolsonaro, enquanto ainda era presidente, acompanhado do filho, Eduardo

Foto: Marcos Correa/PR

Usando como referência uma manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR), o ministro destaca pagamentos feitos por Bolsonaro pai ao filho. Segundo a PGR, o ex-presidente fez uma transferência de R$ 2 milhões a Eduardo. 

Para o ministro, a “vultuosa contribuição financeira” é um dos fortes indícios do alinhamento de Bolsonaro às ações do filho. Jair Bolsonaro e Eduardo tinham “o objetivo claro de interferir no curso de processos judiciais, desestabilizar a economia do Brasil e pressionar o Poder Judiciário, notadamente o Supremo Tribunal Federal, através de imposição de sanções em face de autoridades públicas brasileiras”, afirma o documento.





‘Injustiça, toc toc, grande dia, censura’: as reações de políticos sobre ação da PF contra Bolsonaro:

Além disso, a decisão também contém capturas de tela que mostram publicações feitas tanto por Eduardo quanto por Bolsonaro em que ambos defendem a postura adotada por Trump.

Assim, Moraes afirma que o ex-presidente é suspeito dos seguintes crimes: coação no curso do processo; obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa; e atentado à soberania.

Medidas restritivas impostas a Bolsonaro

Considerando que o ex-presidente estaria tentando interferir no andamento do processo que investiga sua participação na trama de um golpe de Estado, Moraes decidiu que ele deverá:

  • Uso de tornozeleira eletrônica;
  • Proibição de acessar redes sociais;
  • Recolhimento domiciliar de 19 horas às 7 horas todos os dias, incluindo os fins de semana;
  • Proibição de que o ex-presidente se comunique com embaixadores e diplomatas estrangeiros.
  • Proibição de se comunicar com todos os investigados no processo da acusação de golpe de Estado. 

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