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Ex-presidente Bolsonaro é alvo de operação da Polícia Federal sob ordem do STF; usará tornozeleira
Para o ex-governador, o processo já demonstrava, desde o início, a intenção de afastar Bolsonaro da vida pública. “Está tudo organizado para ele ser preso, para ele ser processado e não disputar mais nenhum cargo eletivo nos próximos 8 anos”, declarou.
O parlamentar também se disse surpreso apenas com a antecipação da decisão. “Achei apenas que foi um pouco precipitado. Nós estávamos esperando isso para agosto ou setembro. E antes de terminar o julgamento já foi feita a prisão domiciliar, com suspeita de que ele poderia fugir”.
O ex-presidente foi alvo de operação da Polícia Federal e, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, passou a usar tornozeleira eletrônica. Também foi proibido de deixar sua residência no período noturno, acessar redes sociais, entrar em embaixadas e manter contato com outros investigados.
De acordo com o magistrado, há indícios de que Bolsonaro pretendia fugir do país, o que justificaria as medidas preventivas. A investigação aponta suposta tentativa do ex-presidente de interferir em processos judiciais em andamento.
Júlio ainda criticou as penas impostas a manifestantes do 8 de janeiro e afirmou que o Judiciário tem conduzido a política nacional. “O posicionamento que o Supremo tem tomado, com penas de 14 anos para uma mulher que pintou um monumento, e 17 anos para idosos com bíblia debaixo do braço… o que se esperava em relação ao presidente Bolsonaro?”, questionou. “Acho que tinham que terminar o julgamento. Se fosse condenado, aí sim poderiam aplicar as medidas legais”.
A defesa do ex-presidente classificou as medidas como “severas” e disse ter recebido a decisão com “surpresa e indignação”. Já Bolsonaro, após a instalação da tornozeleira, afirmou que está sendo “humilhado”.

Júlio Campos vê tornozeleira em Bolsonaro como exagero: “está tudo organizado para ele ser preso”
O deputado estadual Júlio Campos (União) afirmou nesta sexta-feira (18) que considera um exagero a imposição de tornozeleira eletrônica ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e criticou o que classifica como uma atuação precipitada do Supremo Tribunal Federal (STF). “Aqui no Brasil, ser presidente é correr risco”, afirmou o parlamentar, ao comentar a decisão judicial que impôs medidas cautelares ao ex-chefe do Executivo federal.
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