Flávia vê desequilíbrio institucional do Judiciário contra Bolsonaro e afirma: ‘quanto mais bate, mais ele levanta’

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), classificou como desproporcionais as medidas impostas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Segundo ela, há uma clara interferência do Judiciário sobre os demais poderes, gerando desequilíbrio institucional.

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Flávia acredita ainda que as determinações não afetam a força política do ex-presidente, que, segundo ela, segue fortalecido diante de seus apoiadores.
“Dois pesos e duas medidas. O Poder Judiciário hoje está tomando conta dos poderes, interferindo, inclusive, na atuação de outros poderes. É com muita tristeza que a gente recebe essas notícias”, comentou Flávia, ao criticar a decisão do ministro Alexandre de Moraes, responsável por impor restrições a Bolsonaro.
As medidas cautelares incluem uso de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno nos dias úteis e integral nos finais de semana e feriados, além da proibição de manter contato com autoridades estrangeiras ou frequentar sedes diplomáticas.
Apesar do “cerco” jurídico ao ex-presidente, Flávia acredita que as ações não prejudicam sua influência política.
“Não atrapalha nada quem é de direita, quem quer uma mudança do Brasil e quem está vivendo as dificuldades que temos hoje na economia. Sabem da necessidade da mudança e de uma nova história para o nosso país”, afirmou.
Ela reforçou que, mesmo com as restrições impostas, a imagem de Bolsonaro segue resistente. “Quanto mais bate, mais levanta, né?”, disse.
As críticas da prefeita se somam a outras lideranças do PL que também se posicionaram contra a decisão do STF. Segundo a Polícia Federal, Bolsonaro e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) teriam articulado com autoridades dos Estados Unidos para pressionar instituições brasileiras, o que motivou o pedido de medidas cautelares.
A Procuradoria-Geral da República foi favorável às ações, e o ministro Alexandre de Moraes justificou a decisão alegando coação no curso do processo, obstrução de investigações e atentado à soberania nacional. Ele ainda citou a importância de preservar a independência do Judiciário e a integridade do Estado Democrático de Direito.
A decisão será submetida ao referendo do plenário virtual do Supremo. Enquanto isso, aliados de Bolsonaro, como Flávia Moretti, prometem seguir firmes na defesa do ex-presidente.

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