A Polícia Civil de Mato Grosso, com o apoio da Polícia Civil de Pernambuco, localizou na casa de um dos presos da Operação Verdades Secretas, em vasto material de conteúdo pornográfico infantil, além de um cômodo adaptado para gravações de conteúdo sexual no endereço do investigado.
O suspeito, de 41 anos, é sargento da aeronáutica e ligado ao ex-vereador médico de Canarana, a 838 km de Cuiabá, Thiago Bitencourt, apontado como o principal alvo da investigação conduzida pela polícia em Mato Grosso. Thiago Bitencourt está preso preventivamente por crimes de pedofilia.

A ordem de busca e apreensão na casa do sargento foi autorizada pela Justiça com base nas investigações que já apontavam o envolvimento dele com o ex-parlamentar. O militar foi preso em flagrante, em Recife.
Elementos comprovam a prática criminosa
Segundo a Polícia Civil, na casa do sargento, foram encontrados aparelhos celulares, notebook, HD’s, e pen drives. Nos dispositivos eletrônicos haviam imagens de pornografia infantil.
Além disso, um cômodo da casa foi adaptado para gravações de conteúdo sexual, com itens sexuais e roupas infantis.
O investigado foi conduzido à delegacia, onde foi interrogado.

Outros investigados presos
A operação foi deflagrada nesta quinta-feira (18), ocasião em que, além do sargento da aeronáutica, outras sete mulheres também foram presas em Canarana, Água Boa, Querência, Gaúcha do Norte, Rondonópolis, Várzea Grande e Sorriso.
A polícia informou que todos os investigados tinham algum tipo de vínculo com o ex-vereador e médico, mas não tinham conhecimento sobre a relação dele com os demais envolvidos.
Aborto sob orientação de Thiago Bitencourt
Durante a operação, foi apurado que uma das suspeitas teria praticado um aborto sob orientação do médico investigado. A criança não seria filha do médico, mas o procedimento teria sido realizado sob sua orientação, o que agrava ainda mais a rede de manipulação e abuso psicológico envolvidos neste caso.
Além disso, novas vítimas de abuso sexual infantil foram identificadas ao longo da operação, o que reforça a gravidade dos crimes cometidos e a importância de continuar as investigações para garantir que todas as vítimas sejam identificadas e recebam a devida proteção.
O Primeira Página tenta localizar a defesa da vítima.
O caso
Tudo começou quando Thiago Bitencourt foi preso no dia 31 de maio suspeito de aproveitar do cargo e da posição que ocupada no município para cometer os abusos. De acordo com o delegado Flávio Leonardo, o investigado praticava os crimes em uma unidade pública de saúde da cidade.
A partir da prisão, a polícia seguiu com as investigações identificando novas vítimas e descobrindo a possível rede liderada pelo vereador médico.
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