A tornozeleira eletrônica colocada em Jair Bolsonaro (PL) é uma preparação para a prisão do ex-presidente do Brasil, avaliou o deputado federal Lindbergh Farias, líder do PT na Câmara, em entrevista ao UOL News da tarde de hoje.
Os fundamentos para prisão preventiva estavam dados, mas eu acho que o Supremo foi cauteloso e acertou, porque tomou a decisão da tornozeleira eletrônica. E, pelo que eu sinto, querem esperar o julgamento definitivo e para que aconteça a prisão definitiva dele. De certa forma, essa tornozeleira é uma preparação para prisão definitiva.
Agora, acho que vai ter consequências. O Bolsonaro que estava ajudando a financiar essas ações do Eduardo Bolsonaro fora do país. O que o ministro Alexandre de Moraes quis foi atrapalhar um pouco essa atuação organizada.
Lindbergh Farias
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi levado à sede da Polícia Federal em Brasília. No local, ele colocou tornozeleira eletrônica por determinação de Alexandre de Moraes, ministro do STF. Bolsonaro foi proibido pelo ministro de acessar as redes sociais e de falar com o filho Eduardo Bolsonaro, que está nos EUA e licenciado do mandato.
Bolsonaro terá de ficar em casa entre 19h e 6h e nos fins de semana. Ele também está proibido de ter contato com embaixadores e diplomatas estrangeiros. O ex-presidente é réu no processo que investiga uma tentativa de golpe de Estado.
Na entrevista ao UOL News, Lindbergh ainda disse que “o Brasil não vai se render”. Na avaliação do deputado, parar o julgamento de Bolsonaro no STF seria como o Brasil virar colônia dos Estados Unidos.
O Brasil não vai se render, não pode se render, porque os termos colocados pelo Trump aqui são inaceitáveis. Negociação econômica, nós topamos todas. Agora, parar o julgamento do Supremo, é virar colônia, é abrir mão de ser um país soberano, e o presidente Lula vai muito bem nessa defesa.
O Supremo Tribunal Federal ao tomar essa decisão de hoje manda um recado também para o mundo, as instituições brasileiras não vão ser intimidadas, não aceitam chantagem.
Não tem nada melhor em um momento como esse demonstrar firmeza, tomar decisões, começar logo o julgamento do Bolsonaro. Nós não temos outra saída, porque abrir mão disso é a rendição que Flávio Bolsonaro citou.
Lindbergh Farias
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