Jair Bolsonaro (PL) afirmou que desconhecia a existência do pen drive encontrado pela PF (Polícia Federal) escondido no banheiro de sua casa.
O que aconteceu
O ex-presidente disse que vai perguntar à sua mulher, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, sobre o pen drive. O equipamento foi apreendido pelos agentes e passará por perícia. As declarações foram dadas na garagem da sede do PL, em Brasília.
Bolsonaro se recusou a mostrar a tornozeleira eletrônica. Neste momento, ele repetiu que se trata de “suprema humilhação”, termo que usou na saída da Secretaria de Administração Penitenciária do Distrito Federal.
Ele também comentou sobre os dólares que mantinha em casa. Bolsonaro justificou que não existe problema em ter moeda estrangeira. A PF encontrou US$ 14 mil (R$ 77,7 mil) com o ex-presidente. “Qual o problema de ter 14 mil dólares em casa? Todo o dólar que está lá tem recibo do Banco do Brasil. Todo dinheiro tem recibo. E outro, dinheiro tirado da conta. Novinho. Sempre sacado do BB aqui do lado.”
Uma pessoa pediu para ir ao banheiro e voltou com um pen drive na mão. Eu nunca abri um pen drive na minha vida. Eu não tenho nem laptop em casa. A gente fica preocupado com isso. Você acha que, se tivesse algo comprometedor, não sou bandido, se tivesse, estaria lá, à disposição? Vou perguntar a minha esposa se era dela.
Jair Bolsonaro, na sede do PL
Sem falar de Trump
Bolsonaro se esquivou de falar de tarifaço e Trump. O ex-presidente não se aprofundou na questão e tratou de mudar o rumo da entrevista. Ontem, ele gravou vídeo agradecendo a carta pessoal que recebeu do presidente americano. A suspensão do julgamento de Bolsonaro é condição de Trump para levantar a sobretaxa de 50% que aplicou a produtos brasileiros. “Tarifa foi para o mundo todo. A carta, ele me cita porque fizemos um bom governo juntos lá atrás, por dois anos. Ele tem um carinho especial por mim. Se eu fosse presidente, essa tarifa seria semelhante à da Argentina.”
O ex-presidente ressaltou que Eduardo Bolsonaro continuará seu trabalho nos Estados Unidos. A romaria do deputado licenciado por gabinetes americanos é um dos motivos apontado por Moraes para a decisão de hoje. “Eu não posso mais falar com o Eduardo. Qual crime ele tá cometendo nos Estados Unidos? Atentado à democracia brasileira no Parlamento americano? Não tem cabimento. Só ele tivesse no parlamento do Irã.”


Deixe um comentário