151 visitantes são presos por tentar entrar com ilícitos em presídios de MT

Em sete meses de atuação, o Programa Tolerância Zero contra as Facções Criminosas, coordenado pela Secretaria de Estado de Justiça (Sejus), resultou na prisão de 151 visitantes que tentaram entrar com materiais ilícitos em presídios de Mato Grosso. As apreensões ocorreram entre dezembro de 2024 e junho de 2025 e são reflexo do fortalecimento das ações de segurança nas unidades do sistema penitenciário estadual.

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Em 7 meses, programa flagra 151 visitantes com drogas e celulares em presídios mato-grossenses. (Foto: Sejus-MT)

A maior parte das prisões ocorreu aos finais de semana, durante o horário de visitação. Os itens apreendidos vão de drogas e fumo a comprimidos e celulares, escondidos nos corpos dos visitantes. Em todos os casos, os infratores tiveram o direito de visita suspenso, por 90 dias, ou, em casos envolvendo drogas, por um ano.

Escâner corporal revela tentativas de ocultação

Um dos episódios mais emblemáticos ocorreu em maio, na Penitenciária Central do Estado (PCE), a maior do estado. Sete mulheres foram flagradas durante a revista eletrônica com o auxílio do escâner corporal. Os equipamentos identificaram que elas carregavam materiais proibidos, como pacotes de fumo, medicamentos sem prescrição e cigarros, escondidos nas roupas e no corpo.

Situação semelhante foi registrada em unidades do interior, como em Tangará da Serra e Pontes e Lacerda, onde 12 visitantes foram detidas em junho com entorpecentes e produtos proibidos. Em Tangará, três mulheres confessaram estar com porções de maconha escondidas nas partes íntimas. Elas foram encaminhadas à Polícia Civil e autuadas por financiamento ao tráfico de drogas.

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Em Pontes e Lacerda, oito visitantes — entre elas, mães, irmãs e companheiras de presos — foram flagradas com pacotes de fumo ocultos, também durante revista eletrônica.

Reestruturação fortalece combate às facções

De acordo com o secretário de Justiça, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, os resultados são consequência direta da reestruturação do sistema penitenciário. Com a criação da Sejus, por meio da Lei Complementar nº 799/2024, os sistemas Penitenciário e Socioeducativo passaram a operar de forma independente da Secretaria de Segurança Pública.

O secretário destaca que o programa padronizou procedimentos operacionais, investiu em tecnologia de revista e vigilância, e intensificou operações de segurança interna, o que tem gerado reflexos diretos na redução de fugas e no enfrentamento ao crime organizado.

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“O reforço na segurança tem sido fundamental para impedir a entrada de ilícitos, tanto por visitantes quanto por drones operados por criminosos do lado de fora das unidades”, afirmou Bruzulato.

Números do Tolerância Zero

Desde o início do programa, foram realizadas 405 operações. Entre os materiais apreendidos estão:

  • 2.387 celulares
  • 907 chips de telefonia
  • 4.805 porções de drogas variadas
  • 1.072 carregadores
  • 248 armas artesanais
  • 27 drones interceptados

O secretário afirma que o impacto é direto na estrutura das facções criminosas, pois limita a comunicação com o exterior e dificulta a organização de ações criminosas a partir dos presídios.

“A atuação firme da Polícia Penal tem sido essencial. Vamos seguir com rigor e continuidade para garantir mais segurança à população de Mato Grosso”, concluiu.

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