Galvan defende tarifaço em troca de anistia a Bolsonaro: “Não se faz omelete sem quebrar ovos”

O ex-presidente da Aprosoja e pré-candidato ao Senado, Antonio Galvan (DC), saiu em defesa do tarifaço imposto por Donald Trump ao Brasil, classificando a medida como um “choque necessário” diante do que considera abusos institucionais no país. Para Galvan, o gesto do ex-presidente americano tem validade política e serve como pressão legítima para que o Congresso Nacional reverta decisões judiciais contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) através de uma anistia.

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“É válido, é válido com certeza absoluta. Você não faz um omelete sem quebrar ovos. Então não adianta nada. Pode nascer um pintinho, pode formar um frango. Isso é válido porque é um choque necessário dentro desse sistema que está aí”, disse Galvan.
As declarações foram dadas após o anúncio de Trump de impor uma tarifa de 50% sobre todas as exportações brasileiras aos Estados Unidos e abrir uma investigação comercial contra o Brasil, no qual cita, indiretamente, o PIX e a defesa da indústria nacional de etanol como práticas desleais.
Apesar de reconhecer os impactos econômicos da medida, Galvan relativizou o prejuízo diante do que classificou como “intervenção institucional indevida” no país.
“Economicamente é uma grande preocupação, isso não resta dúvida nenhuma. […] Mas já atravessamos um problema que é a valorização do produto baseado no custo de produção.”
Galvan criticou decisões recentes do Supremo Tribunal Federal e acusou o Judiciário de extrapolar suas atribuições constitucionais.
“Você viu que a última tomada de decisão monocrática no Supremo Tribunal… o cara me cancela simplesmente um decreto numa canetada. Cancela 383 votos numa PDL. Esse poder não foi dado a nenhuma pessoa no Brasil. […] A nossa democracia nunca esteve tão ameaçada como está hoje.”
Pré-candidato ao Senado pelo PL, Galvan faz parte da ala ruralista ligada diretamente ao bolsonarismo e tem reforçado pautas conservadoras em sua pré-campanha. Ele disputa espaço com outros pré-candidatos de direita na disputa por uma vaga ao Senado, como José Medeiros (PL), Mauro Mendes(União) e Janaina Riva (MDB).

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