Fagundes diz que investigação contra Bolsonaro não afeta seu projeto para o governo em 2026: ‘não tem nada a ver’

O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao governo de Mato Grosso em 2026 e, até o momento, apoiado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que a nova investigação contra o ex-mandatário não enfraquece seu projeto político para o próximo ano.

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O senador aposta na força do bolsonarismo e em Bolsonaro como seu principal cabo eleitoral em Mato Grosso para conseguir governar o estado. 
Na última sexta-feira (18), o STF impôs ao ex-presidente que cumpra recolhimento domiciliar entre 19h e 6h de segunda a sexta-feira e em tempo integral nos fins de semana e feriados; ser monitorado com tornozeleira eletrônica; não poderá manter contato com embaixadores, autoridades estrangeiras e nem se aproximar de sedes de embaixadas e consulados. As medidas foram pedidas pela Polícia Federal (PF), com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR).
Questionado se isso impactaria em seu projeto, o senador rechaçou essa possibilidade. “Calma aí, não tem nada a ver uma situação com a outra”, disse.
“O bolsonarismo não deixará de existir nunca. A força do bolsonarismo é muito forte. No Brasil e em Mato Grosso, muito mais. Aqui nós estamos numa posição muito clara. O PL hoje é um partido de direita. E como partido de direita, nós vamos mostrar isso nas campanhas eleitorais. O que é a linha que o partido defende: desenvolvimento, pátria, família, direito à propriedade e outras situações todas”. 
A Polícia Federal apontou que Bolsonaro e o filho, Eduardo Bolsonaro, “vêm atuando, ao longo dos últimos meses, junto a autoridades governamentais dos Estados Unidos da América, com o intuito de obter a imposição de sanções contra agentes públicos do Estado Brasileiro”, em razão de suposta perseguição em uma ação penal que tramita na Corte.
Conforme a PF, ambos atuaram “dolosa e conscientemente de forma ilícita” e “com a finalidade de tentar submeter o funcionamento do Supremo Tribunal Federal ao crivo de outro Estado estrangeiro, por meio de atos hostis derivados de negociações espúrias e criminosas com patente obstrução à Justiça e clara finalidade de coagir essa Corte.”
Ao analisar o caso, o ministro disse que há indícios de que tanto Bolsonaro quanto o filho têm praticado “atos ilícitos que podem configurar, em tese, os crimes dos art. 344 do Código Penal (coação no curso do processo), art. 2º, §1º da Lei 12.850/13 (obstrução de investigação de infração penal que envolva organização criminosa) e art. 359-L do Código Penal (abolição violenta do Estado Democrático de Direito).”
 

 

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