Bolsonaro cavalga vitimização usando tornozeleira eletrônica como espora

Apontou que vai acionar aliados no agronegócio e entre os caminhoneiros para irem às ruas em sai defesa. Certamente, vai arrastar bem mais que 12 mil almas, total que foi à avenida Paulista no último ato por sua impunidade. Não são poucos os que acham que patriota é defender a intervenção dos Estados Unidos em nosso território.

Além disso, caso junte 50 caminhoneiros com tendências golpistas, ele consegue travar São Paulo, ou seja, algo fácil de se fazer.

Mas o naco racional do agronegócio vai demonstrar tendências suicidas graves se abraçar Jair logo no momento em que ele dá uma banana para o café, a laranja, a carne e outros produtos brasileiros que serão sobretaxados pelos EUA em seu nome.

Algo que o ex-presidente demonstra não suportar é a ideia de que suas ações possam ter consequências. A tornozeleira, longe de ser um exagero, é um lembrete de que ele não está acima da lei.

Conspirar com o governo de outro país para atacar o Brasil para que seu julgamento seja interrompido é algo que justifica uma prisão preventiva, mas o STF foi suave com ele. Em um país onde milhares de pobres e negros são presos preventivamente por crimes muito menores, Bolsonaro segue usufruindo de um tratamento privilegiado. O contrário de uma perseguição.

Por fim, um lembrete: a tornozeleira foi pedida pela Procuradoria-Geral da República também diante de um risco de fuga.

Sobre isso, vale lembrar que o ex-presidente ganhou um “oi, sumido” do primeiro-ministro da Hungria nesta segunda (21). O líder de extrema direita Viktor Orbán postou seu apoio a Bolsonaro no X, dizendo que o seu julgamento é por motivação política. Sim, tentar um golpe de Estado é algo bem político.

“Você pode colocar uma tornozeleira eletrônica em um homem, mas não na vontade de uma nação”, disse ele. O DataOrbán está errado. Pesquisas, como o Datafolha, apontam que a maioria dos brasileiros defende a prisão de Bolsonaro por tentativa do golpe.

O “oi, sumido” é porque Bolsonaro transformou a Embaixada da Hungria em Brasília em AirBnb de fuga, passando dois dias muquiado lá em fevereiro do ano passado, após seu passaporte ser apreendido. Quando viu que não seria preso, voltou para casa.

Após Trump dar o sinal através do tarifaço e das sanções a Moraes, era de se esperar que líderes de extrema direita também passassem pano para Jair Bolsonaro e atacar o Brasil. Até porque muitos deram ou tentaram dar golpe em seus países e instituições. É uma confraria que transmite solidariedade pensando em si mesma.

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