Alan nega fechamento do Liceu Cuiabano e anuncia reforma de R$ 10 milhões; Seduc analisa o que fazer com alunos

O secretário de Educação de Mato Grosso, Alan Porto, negou que o Liceu Cuiabano, uma das mais tradicionais escolas de Cuiabá, será fechado pelo Estado. Em entrevista ao Jornal da Cultura nesta quinta-feira (27), ele afirmou que a Seduc-MT está preparando uma reforma geral na unidade, com investimentos de aproximadamente R$ 10 milhões.

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Porto classificou como falsa a informação sobre o fechamento da escola e garantiu que o prédio, tombado pelo patrimônio histórico do estado, passará por um restauro. “Fui pego de surpresa com essa notícia. É uma mentira, não é verdade. Os professores e estudantes devem se acalmar, pois a informação não procede. O que o estado fez ao longo de 2024 foi o projeto do Liceu Cuiabano, que há muito tempo não passa por restauro. É a escola mais antiga de Mato Grosso, uma escola referência”, declarou.
A Seduc-MT está em fase de homologação da empresa vencedora da licitação para a execução das obras, que têm prazo previsto de um ano e meio. Para minimizar impactos no calendário, a secretaria avalia alternativas junto à comunidade escolar. Entre as opções estudadas estão a realização do restauro com os estudantes na unidade, a locação de um prédio temporário ou a transferência dos alunos para escolas próximas. “Não existe essa história de fechamento da escola. Não tem nenhuma tomada de decisão. O que estamos fazendo agora é conversando com a direção. Essa decisão será tomada em conjunto”, disse Porto.
A manifestação do secretário ocorreu após professores do Liceu Cuiabano protestarem contra o suposto fechamento da unidade. O professor Waldir Montenegro, que ensina Física na instituição, afirmou que a direção da escola foi informada pela Seduc-MT de que teria 60 dias para esvaziar a unidade e remanejar professores e alunos. Segundo ele, a reunião com a secretaria ocorreu nesta quarta-feira e a informação causou surpresa na comunidade escolar.
Porto reforçou que a reforma é necessária devido a problemas estruturais, como falhas no circuito elétrico e incêndios em aparelhos de ar-condicionado. “Precisamos tomar essas medidas para preservar a história”, concluiu o secretário. Uma nova reunião entre a Seduc-MT e a comunidade escolar está prevista para definir a melhor estratégia para a execução das obras.

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