Gilberto critica “populismo” de aliados de Lula sobre Santa Casa: ‘aparecem oportunistas como se fosse surgir um milagre’

O secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo, criticou a divulgação feita pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, e pelo deputado federal Emanuelzinho (MDB), sobre a possibilidade de o Governo Federal assumir a gestão da Santa Casa de Cuiabá.

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Em vídeo compartilhado nas redes sociais, o parlamentar aparece ao lado do ministro anunciando que teria solicitado um estudo técnico para avaliar essa hipótese. Para Figueiredo, a ação foi populista e descolada da realidade.
Segundo o secretário, a iniciativa soa como uma tentativa oportunista de capitalizar politicamente em cima de uma situação grave, sem qualquer sinalização concreta de apoio técnico ou financeiro por parte do Ministério da Saúde.
“Num momento como esse, parece que aparecem muitos oportunistas fazendo ilações, como se agora fosse acontecer um milagre. Desde que reabrimos a Santa Casa, nós não tivemos nenhuma contribuição do Governo Federal para custear aproximadamente R$ 18, R$ 20 milhões por mês de despesas com o hospital”, afirmou.
Figueiredo lembrou que toda a reestruturação da unidade ocorreu com recursos próprios do Estado e sem qualquer participação financeira da União.
“Estamos construindo o melhor hospital de alta complexidade desse Estado, sem sequer ter um único centavo de investimento federal. Se o Ministério tem interesse real em ajudar, estamos de portas abertas. Mas até agora, não fomos procurados”, pontuou.
O secretário também criticou a tentativa de Emanuelzinho de se mostrar como articulador da solução para a Santa Casa, mesmo tendo vínculos diretos com a gestão municipal que levou a unidade ao colapso em 2019, sob o comando do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), seu pai.
“Durante esses sete anos, o deputado não apareceu para fazer nenhuma contribuição. Agora, com esse apelo social, parece que todo mundo tem a solução. Se tem, que a apresente. Que o Ministério da Saúde aporte os recursos necessários e ajude o município, que tem gestão plena na saúde”, alfinetou.
Gilberto reforçou que o Governo do Estado está tocando atualmente cinco grandes obras hospitalares com recursos próprios, sem apoio federal, e que, portanto, qualquer ajuda é bem-vinda, desde que venha acompanhada de responsabilidade e respeito institucional.
O secretário, que também ocupa a vice-presidência do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e tem assento na Comissão Intergestores Tripartite (CIT), afirmou que até agora não recebeu nenhuma sinalização formal do Ministério sobre qualquer intenção de aporte de recursos.
“Quando solicitei ajuda para o Hospital Central, a resposta que recebi foi que só seria possível via emenda parlamentar”, ressaltou.

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