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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), disse hoje que é “hora de deixar a política de lado” e priorizar o interesse nacional na negociação sobre o tarifaço dos Estados Unidos.
O que aconteceu
“Obviamente a questão política é um entrave”, afirmou Tarcísio. “É hora de deixar a política de lado, buscar o interesse nacional e entender a natureza do movimento geopolítico que está em curso para que a gente busque o interesse nacional”, declarou a jornalistas durante uma agenda em Rio Claro, no interior do estado.
Governador defendeu a necessidade de “deixar a ideologia e diferenças de lado”. Ele afirmou ainda que a responsabilidade pela negociação é do governo federal, que “tem condição de avançar na questão diplomática” e discutir o assunto.
Tarcísio disse que fez “esforço complementar” à negociação do governo federal. Nos últimos dias, ele foi criticado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) e aliados por se reunir com empresários para discutir o tarifaço. Em publicação nas redes sociais hoje, o filho do ex-presidente disse que, para Tarcísio, “subserviência servil às elites é sinônimo de defender os interesses nacionais”, mas depois recuou e disse que ele atua “na melhor das intenções”.
Discurso de Tarcísio vai de encontro ao de Eduardo. O deputado tem politizado a questão ao defender a anistia a Jair Bolsonaro como “solução” para resolver a questão das tarifas. Ontem ele afirmou que Trump acertou ao taxar produtos brasileiros.
Em sua primeira manifestação após o anúncio de Trump, Tarcísio criticou o governo Lula. “Lula colocou sua ideologia acima da economia, e esse é o resultado. Tiveram tempo para prestigiar ditaduras, defender a censura e agredir o maior investidor direto no Brasil. Outros países buscaram a negociação. Não adianta se esconder atrás do Bolsonaro. A responsabilidade é de quem governa. Narrativas não resolverão o problema”.

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