Bolsonaro já não dirige a direita

Em política, quem não ambiciona o poder vira alvo. Mas quem só ambiciona o poder erra o alvo. Depois do golpe falhado, Bolsonaro tinha dois objetivos estratégicos: não ser preso e continuar dando a impressão de que comanda. Sua margem de manobra é mínima.

Com o tarifaço de Trump ou sem ele, a condenação à prisão deve chegar em setembro. Enquanto finge que faz e acontece, Bolsonaro tenta equilibrar-se em meio ao entrechoque das forças que disputam o seu espólio. Em vez de governá-las, começa a ser governado por elas. Já se dá por satisfeito com o compromisso de um futuro indulto.

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