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A medida, tomada pela gestão anterior, é criticada por Abilio, que declarou sua intenção de romper o contrato com a concessionária, ainda que isso implique em uma multa milionária.
A CS Mobi é responsável pela implantação do estacionamento rotativo na capital e pela revitalização do Mercado Municipal Miguel Sutil. O contrato firmado pelo governo Emanuel Pinheiro (MDB) previa a retenção de valores do FPM em caso de inadimplência da Prefeitura, cláusula que havia sido suspensa por decisão de primeira instância, a pedido da atual gestão.
No entanto, o TJMT acolheu recurso da empresa e devolveu a validade ao dispositivo.
“Entenda bem, ela conseguiu derrubar na Justiça uma liminar que garante aquele aditivo contratual que vinculou o repasse do FPM, do fundo federal, para poder pagar a CS Mobi. Olha o absurdo, o Emanuel fez uma situação grave. Esse tipo de procedimento deveria passar pela Câmara Municipal e não passou”, afirmou.
Segundo Abilio, os aditivos que alteraram a origem das garantias financeiras do contrato, substituindo o FUNGEP (Fundo Garantidor) pelo FPM, foram assinados sem parecer da Procuradoria do Município e sem autorização legislativa. Ele classifica a conduta do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) como um “crime administrativo”.
“O que o Emanuel fez, a meu ver, foi um crime. Contudo, a Justiça acha que há uma legalidade, não no procedimento do Emanuel, mas no direito da empresa em receber. O julgamento foi sobre o documento, se ele é legal, e se a empresa tem direito por ter contraído um empréstimo com base naquela segurança jurídica”, destacou.
Apesar da decisão do TJMT, que considerou que os valores do FPM, uma vez repassados à prefeitura, passam a ser recursos próprios e podem ser usados como garantia contratual, o prefeito garantiu que não pretende recuar. Ele afirma já ter determinado à Procuradoria do Município que adote as medidas jurídicas necessárias para encerrar o vínculo com a empresa.
“Eu estou interessado em romper com a CS Mobi. Quero romper. Ah, vai dar uma dívida de 130 e poucos milhões? Ainda assim, eu prefiro assumir essa dívida do que ficar 30 anos com uma que vai sair muito mais caro que isso”, declarou.

Após decisão que bloqueia fundo, Abilio promete recorrer e volta a defender rompimento de contrato: um crime do Emanuel
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que vai recorrer da decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) que autorizou a empresa CS Mobi a manter a cláusula contratual que permite o bloqueio de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como forma de garantia de pagamento.
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