Xandão miou como um Xandinho

O novo despacho manteve a obscuridade. Faltou explicar como se poderá responsabilizar Bolsonaro pelo uso que terceiros possam fazer de suas declarações em redes alheias.

Tecnicamente, a aliança do clã Bolsonaro com Trump já seria suficiente para uma prisão preventiva. Moraes preferiu as cautelares. Acertou na tornozeleira, na reclusão domiciliar noturna e no distanciamento das embaixadas.

Quanto às redes, Moraes produziu uma restrição difícil de ser implementada. Podendo dar o braço a torcer, preferiu repetir que “a Justiça é cega, mas não é tola”.

Alega-se no Supremo que, a despeito da obscuridade, obteve-se uma moderação no comportamento de Bolsonaro. Tolice. A experiência ensina que um Bolsonaro moderado é personagem fictício.

Moraes como que convidou Bolsonaro a testar os seus limites. Renovou a ameaça da tranca num despacho redigido com luvas de pelica. Gato de luvas não pega rato. Para não dar a Bolsonaro o papel de coitadinho às vésperas da entrada em vigor do tarifaço de Trump, Xandão miou como Xandinho.

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