Gaeco de MT cumpre mandados contra organização criminosa interestadual

O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso deu apoio, nesta sexta-feira (25), à Operação Cruciatus, um desdobramento da Soldados da Usura, coordenada pelo Ministério Público de Rondônia. A ação, que visa desmantelar uma organização criminosa especializada em agiotagem e crimes violentos, resultou no cumprimento de um mandado de prisão preventiva e um de busca e apreensão em território mato-grossense.

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Gaeco de MT cumpre mandados contra grupo investigado por tortura e agiotagem interestadual. (Foto: assessoria)

As ordens judiciais foram expedidas pela Justiça de Rondônia com base nas investigações que revelaram o uso de violência extrema pelo grupo criminoso. Em uma das situações, uma vítima foi coagida a assinar um recibo sob ameaça de morte de seu filho, de apenas três anos. A quadrilha também utilizava métodos de intimidação e tortura para realizar cobranças, aplicar represálias e silenciar testemunhas.

Na primeira fase da operação, mensagens extraídas de dispositivos apreendidos mostraram o envolvimento dos suspeitos em crimes como extorsão, coação, ameaças e roubo. Em Mato Grosso, a ação desta sexta-feira complementa os trabalhos iniciados no dia 7 de julho, quando o Gaeco cumpriu três mandados de busca em Cuiabá e outro em Diamantino, onde também houve prisão.

A Operação Soldados da Usura tem alcance nacional e envolve mandados de prisão e de busca em Rondônia, Mato Grosso, Acre, São Paulo, Goiás e Mato Grosso do Sul. Segundo as investigações, a organização criminosa movimentava milhões em dinheiro e bens, praticando usura com juros abusivos, seguido de violência, expropriação de patrimônio e lavagem de dinheiro. O total bloqueado pela Justiça já ultrapassa R$ 73 milhões.

Além de operar com empresas de fachada e “laranjas”, o grupo investia os lucros ilícitos em veículos de luxo, imóveis e até na construção de uma draga de extração de ouro no Rio Madeira, em Rondônia.

O nome Cruciatus, escolhido para esta fase da operação, remete a atos de extrema crueldade — uma alusão à brutalidade dos métodos empregados pelos investigados. O apoio do Gaeco de Mato Grosso foi considerado estratégico para o avanço das investigações, principalmente no cumprimento das medidas cautelares e na quebra de sigilo dos dados apreendidos.

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