‘Chega de Lula e Bolsonaro’: senadora defende nome de Tarcísio para presidência da República

A senadora Margareth Buzetti (PSD) afirmou que deseja um novo projeto político para o Brasil que não seja o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e o atual presidente, Lula (PT). Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (25), ela defendeu que o candidato da direita seja o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). “Chega de Lula e Bolsonaro”, disse ela. 

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“Eu defendo Tarcísio ser presidente do Brasil e vou defender até o último dia. Chega de Lula e Bolsonaro”, declarou a senadora. A fala confirma um distanciamento político da parlamentar em relação à família Bolsonaro, que ela já vinha criticando nos últimos dias.
Durante a entrevista, Margareth voltou a disparar também contra o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), a quem responsabiliza por prejudicar a imagem do Brasil no exterior. Segundo a senadora, Eduardo está sendo manipulado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ao tentar transformar uma disputa comercial em um palco para reforçar o discurso político da família Bolsonaro.
“O Trump está se aproveitando da família Bolsonaro. Ele fez isso com o mundo inteiro, taxou o mundo inteiro, e o Eduardo fica lá se exaltando? Não está certo isso. Ele está prejudicando os brasileiros em nome da família Bolsonaro e isso eu não aceito”, criticou.
A senadora afirmou ainda que o deputado não enxerga a instrumentalização política da qual estaria sendo vítima. “Ele está usando a família Bolsonaro para atingir os objetivos dele. Só o Eduardo que não está enxergando isso. Eu não aceito que se prejudique todos os brasileiros em nome de um projeto próprio. Não, não, não. Defendo Tarcísio para presidente em 2026.”
As declarações reforçam a linha adotada por Buzetti desde o início da semana, quando ela chamou Eduardo de “moleque” e o responsabilizou diretamente pela decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de impor tornozeleira eletrônica ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “A culpa de Bolsonaro estar de tornozeleira é desse moleque”, afirmou na terça-feira (22).
A crise se agravou após Eduardo admitir que participou de negociações com autoridades do governo Donald Trump sobre a aplicação de tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros. O deputado chegou a dizer que passou a apoiar a taxação após discordar inicialmente da medida. Para ele, a tarifa foi uma resposta à instabilidade institucional provocada pelo STF — a quem atribuiu a culpa pela crise diplomática. “Tanto que chamo de Tarifa-Moraes”, disse.

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