PB: 'Padrinho' de ministro de Lula, senador ganha apoio do PL e de Michelle

Logo após o discurso, Efraim deixou claro que estava desembarcando do governo Lula. “Os cargos estão à disposição”, disse, citando que tem duas indicações diretas na Paraíba, para os comandos da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba) e dos Correios.

Discurso bolsonarista

Durante sua fala ao lado da ex-primeira-dama, Efraim optou por um discurso bolsonarista efusivo, falando sobre votar “sempre contra o aborto”, por exemplo, e fez duros ataques ao STF e às medidas cautelares contra Bolsonaro.

Ele classificou as recentes decisões do STF como “abusos e excessos” que “têm e devem ser combatidos”. “É inadmissível ver o pivô da Lava Jato ser colocado de volta às ruas —onde tem delação, tem vídeo, tem filmagem —nesse que é pior escândalo de corrupção do Brasil; enquanto Jair Bolsonaro é impedido de dar entrevistas”, disse, sem citar o nome de Lula.

Quando a gente olhava a Venezuela lutando por liberdade, parecia que era algo distante da gente. A nossa luta era por melhorias no desenvolvimento social, geração de emprego, renda, para que o empreendedor não pague tanto imposto. A gente lutava, Michelle, para que o Brasil melhorasse. Hoje, a nossa luta é por liberdade, para depois reencontrar um Brasil que quer crescer.
Efraim Filho (União Brasil)

Contexto local

Efraim é opositor do governador João Azevedo (PSB), que por sua vez é aliado de Lula. Reeleito em 2022, Azevedo não pode concorrer, e seu grupo político ainda não decidiu quem será o candidato ao Executivo.

A aliança de Efraim com a extrema-direita deve o afastar de outros grupos da oposição estadual, como o do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), que também alimenta a ideia de ser candidato ao governo, mas é um apoiador de Lula e já disse que não subiria em palanque com bolsonaristas.

A ação de Efraim gerou forte repercussão política local, e muitos aliados do governo federal tacharam o senador de traidor. “Efraim pode jogar a bola para Lula. Isso não é correto, e nem é ético. Se ele está aderindo ao bloco bolsonarista, vá, mas entregue o que não é dele”, disse a deputada estadual Cida Ramos (PT) à rádio Arapuan.

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