Poucas expressões revelam de forma tão crua a perversão do poder quanto a máxima “aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei”. Essa fórmula, que denuncia o cinismo mais torpe, maturado nas sombras dos palácios, não é apenas uma descrição irônica do funcionamento político-judicial. É, mais profundamente, a enunciação de um regime de exceção permanente, disfarçado…
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