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“Alguns medicamentos a gente tem que comprar pelo contrato, mas são 30% mais baratos que os contratos de licitação. A gente tem uma economia de 30% quando compra pelo consórcio. É vantajoso, para mim é vantajoso”, afirmou Flávia durante coletiva à imprensa.
Ao rebater as suspeitas levantadas por Abilio, a prefeita destacou que a atual gestão do Cirvasc tem atuado com transparência e que os processos são realizados por meio de pregões eletrônicos auditáveis. “Viemos com uma gestão nova do consórcio. Eu participo das chapas, sou conselheira do consórcio. Nós trabalhamos com muita transparência. Os pregões eletrônicos que ocorrem lá são todos de um sistema com muita transparência”, disse.
Enquanto isso, o prefeito de Cuiabá sustenta que o consórcio apresenta problemas estruturais, especialmente na condução de compras públicas. Entre os exemplos citados por Abilio, está um contrato firmado pela antiga gestão que teria adquirido cadeiras de rodas com suposto sobrepreço de mais de 200%. Ele afirma que os produtos foram comprados por R$ 4.200, enquanto modelos semelhantes são encontrados por cerca de R$ 1 mil no mercado informal.
Flávia explicou que a adesão ao consórcio também foi estratégica para permitir a execução de programas como o Fila Zero, além da habilitação de serviços especializados de saúde. “Hoje o consórcio faz muita diferença para a gente habilitar serviços de saúde em Várzea Grande, porque lá tem as clínicas, os serviços de exames específicos para que a gente possa aderir e executar esses serviços nos municípios para futuramente aumentar o nosso teto MAC.”
Ela também disse que, apesar de ter sido convidada para assumir a direção do consórcio, recusou o cargo para manter o foco exclusivo na administração municipal. “Eu sou prefeita do segundo maior município do Estado e decidi dedicar todos os meus esforços à Prefeitura de Várzea Grande. Eu não tenho essa pretensão”.
Vai mandar à Câmara
Abilio ao alegar “falta de viabilidade técnica e econômica” iniciou os trâmites para a saída formal de Cuiabá do consórcio, o que ainda dependerá da aprovação da Câmara Municipal.

Moretti defende permanência em consórcio de saúde e diz que compra de medicamentos sai 30% mais barata
A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), defendeu a permanência do município no Consórcio Intermunicipal de Saúde Vale do Rio Cuiabá (Cirvasc), afirmando que a parceria tem sido vantajosa principalmente na aquisição de medicamentos, que chegam a ser 30% mais baratos do que em contratos diretos via licitação. A declaração contrasta com a postura do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), que já protocolou pedido para retirar a capital do consórcio, alegando falta de transparência e sobrepreço em contratos.
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