De onde surgem essas modas repentinas que, de uma hora para outra, parecem estar em todo lugar o tempo todo? Já tivemos paletas mexicanas, food trucks, cervejas artesanais, brigadeiro de colher, bolo de pote e agora a bola da vez é o morango do amor.
Sabe quem nem está ligando para a origem da modinha? As confeiteiras, na maioria pequenas empresárias, que fazem morango do amor. A partir do boom do doce nas redes sociais, o faturamento de várias delas pulou para cima.
Há quem fature entre R$ 20 mil e R$ 70 mil numa única semana só com morangos do amor, segundo reportagem da Folha de S.Paulo que tentou localizar a origem da moda atual e entrevistou produtoras de várias partes do país – inclusive, é claro, a cidade de São Paulo.
Uma delas é a confeiteira Neliane Carvalho dos Santos Santiago, dona da Neli Doces, que funciona há quatro anos na cozinha da casa dela no bairro Rio Pequeno (zona oeste de São Paulo). Ela só atende delivery.
“É uma loucura. Parece Páscoa”, disse Neliane sobre o momento atual de produção de morangos do amor, que ela compara ao período tradicionalmente de maiores vendas para confeitarias.
Neliane estava com suas vendas em baixa quando soube do sucesso dos morangos do amor na internet no início de julho e começou a produzir a guloseima. Começou fazendo 20 unidades por dia. Já está num patamar entre 130 e 150 unidades por dia.
“[O morango do amor] Subiu as nossas vendas de tal maneira que temos clientes novos todos os dias”, falou.
Até mesmo grandes redes franqueadas de confeitarias, como a Sodiê e a Amor aos Pedaços, colocaram os morangos do amor à venda para aproveitar a onda.
O morango do amor tem a fruta envolvida em brigadeiro branco e calda de açúcar e se inspira na tradicionalíssima maçã do amor.
Segundo a reportagem da Folha, especialistas afirmam que é difícil dizer qual foi o primeiro vídeo com morango do amor que viralizou na internet.
As buscas pelo doce começaram a subir lentamente em junho e, finalmente, explodiram em meados de julho, de acordo com indicadores do Google Trends. Mas há vídeos no TikTok datados de maio.
Leia aqui a reportagem completa da Folha.
Chico, o Vendedor Raiz, Comediante e comentarista de bares nas redes sociais, sobre o que torna autêntico um boteco, em declaração ao Guia da Folha.
Da Mooca para o centrão

Para quem gosta de saber quem comanda restaurantes bem conhecidos de São Paulo, o Nossa UOL trouxe um perfil de Bianca Giacomelli, a comandante do Borgo Mooca, entre Santa Cecília e Vila Buarque, na fronteira do centro com a zona oeste.
Descendente de italianos de Vêneto e Trentino que se instalaram na Mooca (zona leste), Bianca se inspira em tudo que viu sua família cozinhar décadas atrás para dar seu toque do bairro de origem em seu cardápio.
“Lembro disso como se fosse hoje: o cheiro já subia às 9 horas da manhã, conta Bianca, fechando os olhos de saudade.
A reportagem conta toda a trajetória de Bianca pelo mundo, aprendendo a ser cozinheira profissional e, finalmente, chef no retorno a sua cidade natal.
Sua primeira versão do Borgo foi aberta na Mooca mesmo, em 2017. “O primeiro imóvel que eu olhei era uma casa azul, horrorosa, cafona. Mas pra mim fazia todo sentido, porque era atrás do Clube Juventus, o clube onde eu cresci”, lembra a chef.
Mas sua formação de cozinha envolvia muita influência da culinária francesa, longe das cantinas italianas tradicionais.
Isso fez com que o Borgo não explicasse entre os mooquenses de raiz e deixasse quem morava em outras regiões reclamando que o restaurante era ótimo, mas distante. Daí surgiu a ideia de transferir o Borgo para uma região central, mas mantendo a palavra Mooca no nome.
Leia o perfil completo no UOL.
Motos em perigo

Não é fácil a vida de quem tem motocicleta em São Paulo. De um lado, bandidos de olho para roubar o veículo. De outro, o risco de um acidente fatal. Duas matérias trataram desses fatores.

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