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O objetivo da proposta era contratar médicos especialistas e zerar filas de exames em municípios do interior. A execução, inicialmente, ficaria a cargo do Instituto Avante Social, organização com sede em Minas Gerais e atuação em diversos estados. A escolha do instituto, no entanto, gerou resistência de Buzzetti, que se recusou a assinar a emenda. Fernanda, no entanto, defende o projeto e procura alternativas para execução.
“O que esse projeto traz? Esse projeto, ele traz médicos especialistas que não tem hoje em vários municípios, região Noroeste, região do Araguaia, a própria Baixada Cuiabana. Hoje nós estamos com deficiência em vários setores: ginecologista, pediatra, geriatra… Então nem sabe onde tem, cardiologista”, explicou Fernanda ao Olhar Direto.
De acordo com a parlamentar, existe demanda represada para exames e especialistas, como, por exemplo, uma fila de mais de 5 mil mulheres aguardando por uma mamografia há mais de 3 anos.
Segundo Fernanda, a intenção era repassar os recursos ao Fundo Estadual de Saúde, que faria o repasse ao instituto para execução dos atendimentos nos municípios que não poderiam receber o repasse porque ele extrapola os tetos do Bloco de Atenção Básica (PAB) e de atendimentos em Média e Alta Complexidade (MAC). A escolha do Instituto Avante, no entanto, foi o estopim da divergência.
“A Margareth nem sabe. Ela nem sequer se deu o luxo de sentar e conversar para querer entender. Só isso. E eu vou defender. Eu tenho uma postura. Vocês conhecem a minha postura. Eu não vou deixar de atender a população por causa de A e B”, criticou Fernanda.
“As pessoas não querem saber. Querem só olhar a frente. Não querem entender o que está acontecendo, qual é o projeto. Ninguém me perguntou qual é o projeto, entendeu?”, acrescentou. “Eu não me importo se é Instituto A, se é Instituto B. Eu quero que faça.”
Sai instituto, entram consórcios
Após o atrito e com Buzzetti licenciada, Coronel Fernanda reassumiu a coordenação e começou a buscar alternativas para viabilizar o atendimento médico. Segundo ela, o secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia (União), sugeriu uma nova rota: o uso dos consórcios intermunicipais de saúde.
“Ontem eu conversei com o secretário Fábio Garcia, antes de ontem conversei com o Abílio [prefeito de Cuiabá], porque eu quero que o projeto aconteça. Eu não posso mais chegar no município e ver as pessoas padecendo por causa disso”, disse.
“Nós vamos fazer via consórcio, mas ainda está sendo discutido. Ainda tem prazo para discutir.”
Emendas de bancada
A emenda de bancada de Mato Grosso para 2025 soma R$ 540 milhões. Diferente das emendas individuais, essas propostas são construídas em consenso por deputados e senadores do mesmo estado e devem financiar projetos de impacto regional.
Na prática, no entanto, é comum que os valores sejam divididos informalmente entre os parlamentares, o que abre espaço para disputas políticas. Fernanda defende que sua proposta descentraliza os investimentos, evitando concentração em Cuiabá e Várzea Grande.
“Eu quero que os municípios, pelo menos, zerem filas de exame simples, que às vezes não têm condições por falta de recursos. Eu quero que a saúde seja atendida.”

Quarenta milhões via instituto de Minas Gerais: entenda a emenda que causou briga entre Buzzetti e Fernanda
A crise que afastou temporariamente a senadora Margareth Buzzetti (PSD) da coordenação da bancada federal de Mato Grosso e levou a deputada Coronel Fernanda (PL) de volta ao comando do grupo tem nome e valor: uma emenda de R$ 40 milhões voltada para a área da saúde.
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