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O interesse dos EUA começou a ser noticiado na última semana como uma possível moeda de troca em meio ao “tarifaço” imposto pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
Avallone disse não crer que isso “seja possível ser colocado numa discussão” e alertou para as “armas” colocadas à mesa nesta negociação.
“Não pode usar uma forma dessa, usando até a política, o Judiciário, para depois vir aqui falar ‘tudo bem, eu aceito todo o resto, desde que você me entregue o seu lítio, o seu níquel, os seus minérios preciosos’”, disse na última sexta-feira (25), em entrevista durante a inauguração do gasoduto de 39 km que vai abastecer o Distrito Industrial, em Cuiabá.
“Isso é do povo brasileiro, isso é da nação brasileira e nós não podemos simplesmente colocar isso numa negociação. Tem que tomar muito cuidado. Nunca brigamos com uma potência como Estados Unidos e China, não é boa essa briga, nós temos que negociar, mas temos que tomar muito cuidado com quais são as armas dessa negociação”, alertou o deputado.
Minerais críticos ou minerais de terras raras são aqueles cuja disponibilidade atual é limitada, e a exploração é considerada necessária para assegurar a transição energética, já que são essenciais para a fabricação de peças e equipamentos associados à ideia de energia verde.
A taxação
Na carta enviada ao Brasil comunicando a taxação de 50%, Trump citou o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, para justificar o ataque ao Brasil. Também mencionou ordens do STF contra apoiadores do ex-presidente brasileiro que mantêm residência nos Estados Unidos.
O presidente estadunidense justificou a medida tarifária citando ainda supostos “ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos”.

Avallone diz que Brasil não deve aceitar negociar minerais estratégicos com EUA em troca do fim da taxação e faz alerta
O deputado estadual Carlos Avallone (PSDB) afirmou que o governo brasileiro não deve aceitar negociar a taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos às exportações brasileiras em troca do interesse do governo americano em explorar as chamadas terras raras no Brasil.
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