Kids pretos ficaram cor-de-rosa

Coisa de menino que entra numa quadrilha junina ansioso pelo momento em que alguém grita “olha a cobra!”. O kid explicou: “Se amanhã sair um relatório ou um pronunciamento falando ‘atenção, teve fraude’ [nas urnas], eu não posso deixar meu comandante ser surpreendido.”

O general Estevam Theophilo, que tinha os kids sob suas oprdens, reconheceu que esteve com Bolsonaro no bunker do golpe. Mas não ouviu no Alvorada senão inocentes desabafos de um “mito” amargurado. Limitou-se a receitar calma.

Na versão do coronel Fabrício Moreira de Bastos, a carta em que oficiais espinafraram a frouxidão do chefe do Exército virou uma “inocente” peça “mal escrita”. Nos lábios do coronel Bernardo Romão Netto, a reunião dos kids para maquinar detalhes do golpe foi um mero “encontro de amigos.”

Quer dizer: oficiais da elite das Forças Armadas, treinados com todos os recursos materiais e tecnológicos que o déficit público pode pagar, pedem para ser tratados como kids abilolados, não como criminosos cuja valentia diminui na proporção direita da aproximação das grades.

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