A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) analisa imagens de vídeo que mostram os últimos momentos de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, antes de ser encontrada morta em um galpão desativado da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá.
Segundo o delegado Bruno Abreu, responsável pelo caso, Solange foi registrada por câmeras circulando sozinha pela universidade por volta das 15h20 da quarta-feira (23), véspera do achado do corpo.

“Ela passa na UFMT por volta das 15h20. Estamos investigando os últimos passos dela. O caso está sob sigilo, mas já tivemos acesso a um laudo que aponta que ela era portadora de esquizofrenia”, afirmou o delegado, em referência a informações preliminares que podem ajudar a esclarecer o contexto da morte.
Corpo foi achado por vigilantes
O corpo de Solange foi localizado na manhã de quinta-feira (24) por agentes da equipe de segurança patrimonial da UFMT. O local, um galpão abandonado, está fora da área de circulação acadêmica. Após o acionamento da Polícia Militar, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) esteve no local e confirmou o óbito.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) realizou os primeiros levantamentos por volta das 9h e encaminhou o corpo ao Instituto Médico Legal (IML), onde passará por exame necroscópico. A causa da morte ainda não foi determinada.
A Universidade Federal de Mato Grosso informou que o espaço onde o corpo foi encontrado está desativado e não tem uso acadêmico. Também afirmou que Solange não possui qualquer tipo de vínculo com a instituição, seja como aluna, servidora ou terceirizada.
Investigação segue em sigilo
A DHPP mantém as investigações em andamento e sob sigilo. O conteúdo das imagens de segurança, os laudos periciais e o histórico clínico da vítima serão cruzados para determinar se houve envolvimento de terceiros ou causas naturais. A polícia também deve ouvir testemunhas e analisar se Solange costumava circular pela região.
O resultado do exame necroscópico será determinante para a conclusão do caso. Até lá, a principal linha de investigação é de que a morte possa ter sido decorrente de causas clínicas, mas nenhuma hipótese está descartada.