Ao nomear Gleisi Hoffmann ministra da articulação política do governo, o presidente Lula envia um recado ao Congresso, pontuou a colunista Carla Araújo em comentário no UOL News desta sexta-feira (28).
É um recado, digamos assim, para o Congresso, porque ela é também tida como um pouco mais linha-dura para a questão das emendas parlamentares, que agora a gente teve um acordo envolvendo o Executivo, Legislativo e Judiciário.
O ministro Flávio Dino libera as emendas parlamentares, o Congresso se compromete a colocar todos os mecanismos de transparência dessas emendas, o Executivo fez ali o meio de campo via AGU costurando esse acordo.
E a Secretaria de Relações Institucionais, antes ela era mais empoderada com a questão das emendas, antes do Congresso sequestrar essa parte do orçamento no governo Bolsonaro, essa era uma pasta que era ela quem assinava todas essas liberações de emenda.
Carla Araújo
Gleisi Hoffmann ficará responsável pela articulação política do governo, substituindo Alexandre Padilha. A deputada federal, porém, era mais especulada para a Secretaria-Geral da Presidência, no lugar de Márcio Macêdo (PT), com apostas de que os líderes do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), ou no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), assumissem a vaga de Padilha.
A colunista do UOL apontou também quais as expectativas que o governo tem sobre Hoffmann dentro desta sua nova função.
Agora o jogo é um pouco outro, mas Gleisi vem também com a missão de mostrar que o governo vai olhar essa questão das emendas de uma forma, com uma lupa maior cobrando essa transparência que está no acordo feito com o Judiciário.
Então tem mais outra questão também que é isso, ela tem uma boa relação com o Hugo Mota, tem as desavenças no Congresso porque era a presidente do PT e tinha posicionamentos muito fortes.
Mas se espera também dela, pelo menos lá no Palácio do Planalto falaram, uma pessoa bem próxima do Lula falou, a gente também espera um posicionamento dela mostrando para o Congresso de que a gente vai estar de olho aí nessa transparência das emendas.
Então, ela tem uma série de missões, e lembrando que quando a gente fala que houve essa troca, que antes ela era cotada e era dado que ela iria para a Secretaria-Geral da Presidência.
Na Secretaria-Geral da Presidência ela teria como grande objetivo fazer a ligação com os movimentos sociais, tentar a esquerda, o governo, chegar mais ali nas ruas, reconquistar as ruas, a oposição prometendo protestos nas ruas, o governo também, a esquerda também organizando um protesto.
Enfim, tem tudo isso, mas aí pelo menos uma fonte me disse, olha, chegou nessa reta final, acho que as conversas caminharam para que o nome dela fosse melhor na articulação com o Congresso mesmo.
Carla Araújo
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