Fávaro garante que fica no Mapa até 2026 e afirma que demissão é tida como “trófeu” por antipetistas do agro

O ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), afirmou nesta sexta-feira (28) que não deve deixar o comando da pasta no curto prazo. O senador licenciado destacou que sua eventual demissão se tornou um “troféu” para opositores, que se revoltaram com sua decisão de apoiar Lula (PT) e frequentemente divulgam rumores sobre sua saída do governo. A declaração foi dada à Rádio 104 FM, de Rondonópolis.

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Fávaro reforçou que a decisão sobre sua permanência cabe ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas disse acreditar que só deverá deixar o cargo em março de 2026, quando precisará se desincompatibilizar para disputar as eleições. Ele também mencionou que parte do agronegócio se opôs ao seu nome desde sua indicação para o ministério.
“Estou há dois anos e dois meses no ministério, e a cada semana aparecem rumores sobre minha saída. Mas estou tranquilo, entregando resultados. Ampliamos os mercados para a pecuária brasileira, abrimos 334 novos mercados internacionais e fortalecemos o Plano Safra”, declarou.
A declaração ocorre em meio às especulações sobre sua permanência, intensificadas nesta semana por informações divulgadas pela CNN Brasil. Segundo a emissora, Fávaro teria informado a interlocutores que deixaria o cargo caso houvesse medidas que impactassem fortemente o setor, como a imposição de impostos sobre exportações de soja, milho, carne e etanol.
Na última segunda-feira (24), o governo federal publicou uma medida provisória que liberou R$ 4,1 bilhões para viabilizar contratações de crédito do Plano Safra 2024-2025. A iniciativa ajudou a contornar a pressão dentro da bancada do PT no Congresso por medidas voltadas ao setor. Apesar das tensões entre o agronegócio e o governo, Fávaro tem mantido apoio à administração petista, mas deixou claro que seu limite são eventuais “medidas extravagantes” que prejudiquem o setor.
Além disso, uma reunião fechada da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), nesta terça-feira (25) selou o afastamento da bancada ruralista do Congresso Nacional com o ministro.

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