O ministro da Previdência, Wolney Queiroz, declarou apoio a uma possível candidatura de Lula à Presidência em 2026, no UOL Entrevista, do Canal UOL. Mas disse que pretende deixar o governo em abril e que avalia disputar as eleições como candidato a deputado federal.
Queiroz, que assumiu o ministério após o antecessor, Carlos Lupi, pedir demissão em meio ao escândalo de fraudes do INSS, contou que pretende entregar bons números até abril e, então, pedir permissão para sair do cargo.
O PDT já declarou que votará em Lula para presidente. Eu acho que ele será o candidato e torço para que seja, é o candidato mais forte do nosso campo. E eu tenho certeza de que ganhará as eleições.
Eu não tive ainda tempo de programar o que vou fazer em 2026, considero que estou vivendo o momento mais importante da minha carreira, da minha trajetória.
É uma tarefa muito séria ficar no ministério e ter sido escolhido pelo presidente Lula para um momento tão delicado. Portanto, tenho que desincumbir bem essa tarefa para pensar em 2026.
Sou presidente do PDT de Pernambuco – ou era. No dia em que tomei posse como ministro, entreguei logo a presidência ao deputado Zé Queiroz lá em Pernambuco para deixar ele cuidando de nominatas, de deputados federais, estaduais e filiações, porque eu não ia ter tempo de cuidar disso.
Obviamente que [para] um ser político como eu – cheguei em Brasília aos 21 anos de idade como deputado federal, está no radar para disputar a eleição de 2026. Espero chegar em abril com números satisfatórios para poder representar o presidente. Espero que ele me mantenha até lá, porque essa também é uma atribuição do presidente.
Mas se ele me deixar no cargo até abril, que eu possa apresentar números satisfatórios, dizer: ‘presidente, a missão está cumprida’ e pedir permissão para disputar uma eleição de deputado federal. Esse é o cenário com o qual eu trabalho. Agora, até lá, tem muita coisa para fazer, tem muito serviço. E eu espero apresentar esses números em breve.
Wolney Queiroz, ministro da Previdência
Queiroz também criticou a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro em relação às tarifas de 50% impostas por Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, aos produtos brasileiros. Em entrevista ao SBT News, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro afirmou que trabalha com o intuito de que a comitiva do senado enviada para os Estados Unidos para discutir o tarifaço não encontre diálogo.
Eu creio que o que está em jogo é a soberania nacional nesse momento. Eu estou estupefato com essas medidas do governo Trump que são absolutamente desproporcionais, inéditas. Acho que o mundo assiste a isso hoje horrorizado, porque, veja, hoje foi o Brasil, ontem foi com a União Europeia, amanhã será com qualquer outro país.
Nenhuma nação, nenhum governante pode tratar os outros países, as outras nações com esse descaso, com esse nível de interferência. É impensável que um país do tamanho dos Estados Unidos, que tem modelo de democracia, que é espelho para muitos países do mundo queira interferir no sistema Judiciário de outro país e condicionar isso a tarifas comerciais, da relação que é bicentenária entre os dois países e sobre o qual os Estados Unidos têm superávit, e grande.
E aí você vai ver, por quê? Porque quer que cesse um processo contra Bolsonaro. Eu acho que é uma coisa impensável e, principalmente, o brasileiro não se posicionar a favor do Brasil. Aí não é Lula, não é governo, não é posição ideológica, não é bandeira. Agora o Brasil está sob ataque e o país, a imprensa, as instituições têm que estar coesas para defender os interesses do Brasil.
Nós precisamos saber de que lado nós estamos. O governo brasileiro tem se portado de forma serena com relação a isso. Não tem tensionado, o presidente Lula tem buscado canais de diálogo. Infelizmente, o deputado Eduardo Bolsonaro, que é pago com dinheiro público, que deveria ser um agente que trabalha a favor do país, está lá confabulando contra o diálogo e dizendo isso abertamente que trabalha para que não haja diálogo.
Ele quer estremecer as relações bilaterais, que são relações muito cuidadosas. Esse setor diplomático é um setor muito sensível, que trabalha assim com pequenos sinais, pequenos gestos. Então, essa coisa abrupta, essa coisa violenta, essa coisa grave que os Estados Unidos impõem ao Brasil é algo que vai para os livros de história.
Wolney Queiroz, ministro da Previdência
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Veja a íntegra do UOL Entrevista:


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