Paulo Figueiredo diz que pediu para EUA evitarem sanções a Barroso e Gilmar

O influenciador Paulo Figueiredo afirmou que pediu ao governo dos EUA que Luís Roberto Barroso e Gilmar Mendes, ministros do STF (Supremo Tribunal Federal), ficassem de fora da lista de alvos das sanções anunciadas hoje, e que afetaram o também ministro Alexandre de Moraes.

O que aconteceu

“Queremos dar tempo de todo mundo se arrepender dos seus pecados”, disse Figueiredo sobre decisão. Barroso é visto pelos bolsonaristas como um ministro mais alinhado à pauta progressista. Assim como Mendes, ele já sinalizou em falas públicas que concorda com o entendimento de que houve tentativa de golpe em 2022.

Pedimos para tirar o Barroso e o Gilmar Mendes da lista e não sabíamos se o governo americano ia atender

Paulo Figueiredo, influenciador, em live hoje

Com sanções de hoje, Moraes não pode entrar em território americano. A chamada Lei Magnitsky prevê ainda que o ministro tenha seus bens no país congelados e fique impedido de fazer transações financeiras em dólar com qualquer instituição bancária que atue por lá. A punição é inédita para autoridades brasileiras.

Declarações de Figueiredo aconteceram durante live. Na mesma transmissão, o influenciador de extrema direita (que é neto de João Figueiredo, último presidente da ditadura) cobrou que os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado apoiem “anistia ampla, geral e irrestrita” a bolsonaristas.

Além de cobrar anistia, influenciador convocou a audiência a participar de ato organizado por apoiadores do ex-presidente no domingo (3). A manifestação acontecerá em várias cidades do país, foi batizada de “Reaja, Brasil” e tem o pastor evangélico Silas Malafaia como um de seus principais articuladores.

Dia 3, vocês precisam ir para as ruas. Não é possível a gente se matar aqui e alguém ainda estar em casa
Paulo Figueiredo, influenciador, em live hoje

Juntamente com Eduardo Bolsonaro (PL-SP), Figueiredo articulou tarifaço contra produtos brasileiros. O influenciador vive nos EUA e é um dos alvos da denúncia de tentativa de golpe apresentada pela Procuradoria-Geral da República ao STF.

Possíveis sanções aos ministros foram citadas por Figueiredo em podcast. Em entrevista ao Inteligência Ltda no último dia 21, o influenciador citou Barroso, Mendes e Moraes como prováveis alvos de restrições por parte do governo americano — assim como Paulo Gonet, chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República).

Entenda a crise

Presidente dos EUA divulgou tarifa de 50% para produtos brasileiros no último dia 9. A medida foi justificada por Donald Trump como uma resposta à “caça às bruxas” que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) estaria sofrendo em razão do processo no qual é réu por tentativa de golpe de Estado.

Confirmado hoje, tarifaço entra em vigor dentro de sete dias. Com as novas regras, uma taxa de 50% será cobrada sobre produtos brasileiros que entrarem nos EUA. Há exceções importantes, como laranjas e aviões.

Presidente Lula (PT) havia dito que adotaria Lei da Reciprocidade em caso de implantação das tarifas. Pela regra, os produtos americanos também seriam taxados em 50%. Em pronunciamento de TV, o atual presidente do Brasil chamou o tarifaço de “chantagem” e de “traidores da pátria” os políticos brasileiros que apoiaram a medida.

Eduardo está nos EUA desde março. Ele coordenou uma aproximação com Trump para que sanções pelo tratamento dispensado pela Justiça a Bolsonaro fossem aplicadas a autoridades brasileiras.

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