Tarifaço: Oposição fala em paralisia; governistas pedem cassação de Eduardo

PT chama decreto de “agressão à soberania nacional”. O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), afirmou que a ordem executiva é uma “chantagem inaceitável que utiliza a nova tarifa, com efeito análogo de embargo, como arma para forçar o país a anistiar golpistas e traidores da pátria”.

Ele também cobrou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), para avançar com os pedidos de cassação e de afastamento do mandato de Eduardo Bolsonaro (PL-SP). As solicitações estão sob análise da Mesa Diretora da Casa e precisam ser despachadas para o Conselho de Ética.

Motta defendeu Moraes. Em post no X, ele falou em “tempos desafiadores” e disse não apoiar sanção a Moraes. “Como país soberano não podemos apoiar nenhum tipo de sanção por parte de nações estrangeiras dirigida a membros de qualquer Poder constituído da República. Isso vale para todos os parlamentares, membros do executivo e ministros dos Tribunais Superiores.”

Eduardo tentou atrapalhar a viagem de negociação dos senadores brasileiros em Washington. O grupo viajou aos Estados Unidos para tentar discutir soluções contra o tarifaço. “Eu trabalho para que eles não encontrem diálogo“, disse o deputado, em entrevista ao SBT News, antes do tarifaço.

Decreto do tarifaço foi assinado no mesmo dia em que os EUA aplicaram a Lei Global Magnitsky contra o ministro do STF Alexandre de Moraes. É a primeira vez que uma autoridade brasileira é submetida a esse tipo de sanção.

Legislação foi criada na gestão de Barack Obama e prevê três tipos de punições aos seus alvos: restrição de acesso ao território dos Estados Unidos, congelamento de bens no país e impedimento de fazer transações financeiras em dólar com toda e qualquer instituição bancária que atue no país.

Fonte


Publicado

em

por

Tags:

Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *