Wellington diz que sanção dos EUA a Moraes expõe falha diplomática e perseguição política

O senador Wellington Fagundes (PL-MT) criticou a condução da política externa brasileira diante das sanções impostas pelos Estados Unidos ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ele, que é líder do Bloco Vanguarda, força de oposição ao governo Lula no Senado,a ausência de diálogo estratégico e a troca da diplomacia por improviso levaram ao tarifaço e a aplicação de Lei Magnitsky contra Moraes.

Leia também:
Medeiros comemora punição a Moraes e exalta Eduardo Bolsonaro: “fez o trabalho que competia ao Senado”

“Mexer com fogo é sempre um perigo — ainda mais quando se trata da maior potência mundial”, afirmou o senador, nesta quarta-feira (30) . Ele disse que os Estados Unidos já haviam dado um alerta com a carta enviada por Donald Trump ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início do ano. “Nossa relação precisa estar pautada nos princípios da democracia — e não há espaço para perseguições políticas.”
As críticas vêm no mesmo dia em que o governo Trump anunciou sanções com base na Lei Magnitsky contra Alexandre de Moraes, apontando supostas “graves violações de direitos humanos” como justificativa. A medida, inédita contra um ministro da Suprema Corte de um país democrático, foi acompanhada de um decreto que impõe tarifa de 50% sobre o aço brasileiro. 
Sem citar a atuação do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos EUA para articular as taxas ao Brasil e a punição ao ministro Alexandre de Moraes, Wellington, avalia que as sanções são consequência de um ambiente institucional sem diálogo com atores internacionais relevantes. 
“As recentes medidas contra o STF fazem parte de uma escalada provocada, alimentada pela ausência de diálogo do Estado brasileiro com atores internacionais estratégicos. E o resultado é o de sempre: quem paga a conta é o povo brasileiro.”
O senador afirmou que a resposta virá em forma de desemprego e impacto direto na indústria nacional. “Só na indústria, estima-se a perda de cerca de 100 mil empregos. E, desta vez, não dá pra culpar a pandemia. Quando o governo se cala ou afronta, quem grita é o desemprego. Estamos vendo a diplomacia ser trocada por improviso — e o Brasil está pagando caro por isso”, finaliza.

Fonte


Publicado

em

por

Tags: