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A manifestação foi organizada por 10 lideranças indígenas e pela Federação dos Povos e Organizações Indígenas de Mato Grosso (FEPOIMT), que denunciaram a precariedade do atendimento de saúde nas aldeias. Em resposta, Aldi Gomes reconheceu os problemas estruturais e alegou que as dificuldades já vinham da gestão anterior. Ele afirmou que, no primeiro ano à frente do DSEI, enfrentou limitações orçamentárias, mas destacou que vinha trabalhando para reestruturar o atendimento, incluindo a normalização da compra de medicamentos e a realização de uma licitação para aquisição de veículos novos.
Entre os protestos, os indígenas chegaram a ir na Assembleia Legislativa (ALMT) e reclamram do fato de não terem sido atendidos pelos deputados Lúdio Cabral e Valdir Barranco, ambos do PT.
Após a exoneração, as lideranças indígenas mantiveram a mobilização e reforçaram a demanda para que o novo coordenador do DSEI Cuiabá seja um representante indígena. O nome indicado pelo grupo é o do cacique Osmar Boé Bororo. Para viabilizar essa nomeação, os indígenas se reuniram com o deputado federal Emanuelzinho (MDB) e o senador Jayme Campos (União), solicitando apoio para que o governo federal acate a escolha.
Na tarde desta quinta-feira, os representantes indígenas foram até o escritório de Jayme, onde obtiveram o compromisso dos parlamentares de intermediar o diálogo em Brasília. As lideranças aguardam uma definição do Ministério da Saúde sobre a escolha do novo coordenador.

Ministra da Saúde exonera coordenador do DSEI Cuiabá após protestos; indígenas querem indicar substituto
A ministra da Saúde, Nísia Trindade, exonerou nesta quinta-feira (20) o coordenador do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Cuiabá, Aldi Gomes. A decisão foi tomada um dia após protestos de lideranças indígenas que cobravam mudanças na gestão do órgão, responsável pelo atendimento de aldeias em 23 municípios.
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